Eólica offshore: “Há um grande interesse de investimento em Portugal”, garante ministra do Ambiente

Meta de dois gigas até 2030 é "plausível", disse Maria da Graça Carvalho.

Eólica offshore: “Há um grande interesse de investimento em Portugal”, garante ministra do Ambiente
Maria de Graça Carvalho

A ministra do Ambiente e da Energia disse esta segunda-feira que a construção de dois gigawatts (GW) de energia eólica offshore até 2030 é alcançável, daí esta meta constar na revisão do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030).

“Estamos a apostar na disponibilidade de dois gigas até 2030”, o que pode passar por “dois projetos de um giga cada um. Mantivemos esse valor. Parece-nos que dois gigas é uma meta plausível”, disse hoje Maria da Graça Carvalho.

“Há um grande interesse de investimento em Portugal. O eólico offshore é ainda uma tecnologia cara. Há muito investimento internacional que pode ajudar neste projeto”, afirmou.

A ministra disse que há “fundos soberanos, projetos europeus, várias fontes de financiamento”, destacando que o importante “nesta tecnologia não vá onerar a tarifa”.

O Governo concluiu a revisão do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC).

O documento vai estar em consulta pública a partir de hoje, 22 de julho, até ao dia 5 de setembro. Depois, será remetido à Assembleia da República para ser discutido.

Uma das surpresas é, precisamente, que o Governo decidiu manter intacta a meta para a energia eólica offshore de dois gigawatts (GW) até 2030.

A ministra do Ambiente e da Energia já tinha dito que esta meta poderia cair, mas que estava à espera de estudos para tomar a decisão final. No fim, os dois gigas acabaram por ficar.

 

Relacionado

Governo anuncia unidade de valorização energética de resíduos no Algarve

Governo anuncia unidade de valorização energética de resíduos no Algarve

Maria da Graça Carvalho, que além da pasta do Ambiente tem a seu cargo também a da Energia, fez o anúncio em Faro, onde participou nas cerimónias do 50.º aniversário da Associação da Ilha do Farol de Santa Maria, e adiantou que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vai avançar com um concurso para estudar a solução técnica e a localização da futura unidade em 15 de outubro.