Após a indigitação relâmpago, na madrugada desta quinta-feira, o líder da AD vai ter agora um novo sprint: escolher e convidar em apenas cinco dias os nomes e a orgânica do governo que não pretende alterar radicalmente para apresentar ao Presidente da República a 28 de março. A tomada de posse será a 2 de abril.
Com a lista de nomes ainda por fechar, Montenegro disse quinta-feira que “ainda não fez contactos”, mas já tem como estratégia mexer o mínimo possível na atual orgânica do Executivo de Costa, para não atrasar a aplicação de medidas. Ainda assim pretende imprimir um cunho próprio ao Governo da AD com a criação de um ou dois ministérios novos. O JE sabe que as novas pastas poderão surgir com base nas matérias que já sinalizou pretender ter Conselhos Ministros temáticos: a Transição Digital e o Combate à Burocracia.
Recorde-se que o XXIII Governo de Costa teve 17 ministros e 38 secretários de Estado (55 membros), menos 20% do que o Executivo precedente que tinha 19 ministros e 50 secretários de Estado. Um número de ministros que não deverá estar muito distante do que será apresentado a Marcelo na próxima semana, e que Montenegro quer que seja um governo de combate político, mas também de técnicos experientes. Sobre a orgânica do governo AD, fontes do PSD dizem ao JE que este não é o momento para fazer “alterações profundas” para o Executivo não atrasar a implementação de medidas. Isto porque, mudanças drásticas na orgânica “obriga a proceder a novas atribuições e competências, bem como a novas relações hierárquicas com entidades diferentes a reportar”, explica fonte próxima a Montenegro.
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