Montenegro afasta alterações profundas na orgânica do novo Governo da AD

Com a lista de nomes ainda por fechar, o líder da AD tem como estratégia mexer o mínimo possível na atual orgânica do governo para não atrasar implementação de medidas, mas imprimirá um cunho próprio.

Montenegro afasta alterações profundas na orgânica do novo Governo da AD
Volta Nacional. 24 de Fevereiro de 2024

Após a indigitação relâmpago, na madrugada desta quinta-feira, o líder da AD vai ter agora um novo sprint: escolher e convidar em apenas cinco dias os nomes e a orgânica do governo que não pretende alterar radicalmente para apresentar ao Presidente da República a 28 de março. A tomada de posse será a 2 de abril.

Com a lista de nomes ainda por fechar, Montenegro disse quinta-feira que “ainda não fez contactos”, mas já tem como estratégia mexer o mínimo possível na atual orgânica do Executivo de Costa, para não atrasar a aplicação de medidas. Ainda assim pretende imprimir um cunho próprio ao Governo da AD com a criação de um ou dois ministérios novos. O JE sabe que as novas pastas poderão surgir com base nas matérias que já sinalizou pretender ter Conselhos Ministros temáticos: a Transição Digital e o Combate à Burocracia.

Recorde-se que o XXIII Governo de Costa teve 17 ministros e 38 secretários de Estado (55 membros), menos 20% do que o Executivo precedente que tinha 19 ministros e 50 secretários de Estado. Um número de ministros que não deverá estar muito distante do que será apresentado a Marcelo na próxima semana, e que Montenegro quer que seja um governo de combate político, mas também de técnicos experientes. Sobre a orgânica do governo AD, fontes do PSD dizem ao JE que este não é o momento para fazer “alterações profundas” para o Executivo não atrasar a implementação de medidas. Isto porque, mudanças drásticas na orgânica “obriga a proceder a novas atribuições e competências, bem como a novas relações hierárquicas com entidades diferentes a reportar”, explica fonte próxima a Montenegro.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado

Montenegro quer “eliminar as desigualdades” na educação e critica antiga governação do PS. “Gavetas estavam cheias de coisas para fazer”

Montenegro quer “eliminar as desigualdades” na educação e critica antiga governação do PS. “Gavetas estavam cheias de coisas para fazer”

Rodolfo Alexandre Reis30 Ago
O primeiro-ministro deixou várias críticas aos oito anos de executivo socialista, salientando que o seu Governo herdou um sistema educacional marcado por "problemas antigos e decisões adiadas", dando como a falta de professores e alunos sem aulas durante longos períodos. "Nos anos que nos antecederam nada disto teve solução, porque é sempre mais fácil deixar tudo como está", afirmou no discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD.