O rendimento real disponível das famílias per capita no bloco OCDE voltou a subir no segundo trimestre deste ano, a quarta vez consecutiva que se regista subidas neste indicador, embora a um ritmo decrescente. Ainda assim, o indicador apresentou bastantes variações entre Estados-membros, com onze países a registarem aumentos e dez a verem uma queda do rendimento real.
Os dados da OCDE incluem apenas 21 países, por enquanto, e, apesar do avanço de 0,5% em termos globais, mostram já uma variância considerável. A Hungria liderou este ranking, conseguindo registar um crescimento de 3,0% no rendimento real das famílias per capita, ao passo que a Polónia ficou no extremo oposto, com uma queda de 3,4%.
Entre as sete principais economias mundiais, apenas em Itália o indicador em questão não cresceu no segundo trimestre. O Canadá liderou os ganhos, com um crescimento de 1,2%, seguido do Reino Unido, com 0,9%. Já nos EUA, os ganhos foram apenas de 0,5%, o que representa um claro abrandamento em relação aos 2,3% do período anterior.
Apesar de vir mostrando uma tendência clara de subida que se mantém há já quatro trimestres consecutivos, o crescimento do rendimento disponível das famílias per capita abrandou no segundo trimestre deste ano. Os 0,5% de aumento surgem depois de um avanço de 1,4% no primeiro trimestre, relembra a OCDE.
Com os EUA, Reino Unido e França como os motores deste fenómeno, é expectável que o abrandamento registado recentemente nestas economias leve também a menos fulgor nas próximas leituras deste indicador.