O número de médicos que se recusam a exceder as 150 horas de trabalho semanais está a disparar em todo o país, de acordo com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que alerta para a pressão de que alguns médicos têm sido alvo “para que mudem de ideias” e aceitem trabalhar mais horas.
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A informação foi divulgada por aquele organismo num comunicado divulgado esta terça-feira, em que se reitera um “efeito dominó”. Com uma série de médicos a recusarem uma “obediência ilegal e irresponsável”, a FNAM aponta o dedo à “incompetência” do Ministério da Saúde.
Os profissionais em causa rejeitam trabalhar além dos limites determinados por lei e muitos referem que recusar trabalhar sob exaustão é a melhor forma de proteger os utentes.
A FNAM alerta para a pressão existentes sobre os quadros para que trabalhem mais de 150 horas. É o caso da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), cujo Conselho de Administração manifestou vontade de tomar a decisão unilateral e ilegal de escalar os médicos nesse sentido, de acordo com aquela federação.
O organismo sublinha que as responsabilidades cabem, antes de mais, ao Ministério da Saúde e, adicionalmente, aos Conselhos de Administração, que acusa de falta de “coragem” para confrontar a tutela.