PS exige esclarecimentos sobre acordo entre Governo dos Açores e Ryanair

Vasco Cordeiro, que presidiu ao Governo dos Açores entre 2012 e 2020, exigiu ao Governo Regional esclarecimentos sobre as "frequências de voos diários", a "disponibilidade de lugares" e as "exatas contrapartidas" assumidas entre o Governo Regional e a transportadora.

PS exige esclarecimentos sobre acordo entre Governo dos Açores e Ryanair
ryanair

O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, exigiu este sábado ao Governo Regional esclarecimentos sobre o acordo com a companhia aérea Ryanair, considerando o assunto demasiado importante para ser tratado com “meias-verdades”.

“Este assunto é demasiado importante, quer para as acessibilidades aéreas aos Açores, quer para o setor turístico, para ser tratado pelo Governo Regional, como tem sido até agora, num embrulho de meias-verdades e de meias palavras que só adensam, ainda mais, o clima de incerteza”, afirmou o socialista, citado em comunicado.

Relacionado

Ryanair quer incentivo de 13 euros por passageiro para manter os voos para os Açores no Inverno

Ryanair quer incentivo de 13 euros por passageiro para manter os voos para os Açores no Inverno

Nuno Vinha26 Jul
Em entrevista ao Jornal Económico, o CEO da Ryanair, Eddie Wilson, explica o ultimato dado ao Governo dos Açores. A companhia ameaça não voar para a região no Inverno se não forem eliminadas duas taxas (no valor de 3 euros por passageiro) e se não for criado um incentivo de 10 euros, também por passageiro, para compensar o fim das isenções nas taxas de emissões de carbono. Como a Ryanair transporte de e para os Açores 300 mil passageiros no inverno, a medida poderia representar cerca de 3,9 milhões de euros.
Madeira solidária com Ryanair contra as taxas ambientais no transporte aéreo

Madeira solidária com Ryanair contra as taxas ambientais no transporte aéreo

O presidente do executivo madeirense mostrou-se contra a aplicação de taxas ambientais ao transporte aéreo para as regiões ultraperiféricas da União Europeia, e alertou para o impacto que a medida teria na indústria do turismo, sector fundamental para estas regiões. "Se querem se suicidar que se suicidem, agora não podem é rebentar com as economias ultraperiféricas, que são economias frágeis que dependem do transporte aéreo para a sua sobrevivência", disse Miguel Albuquerque.