“Não há mais dinheiro”. Ministro das Finanças alemão recusa novos subsídios à Intel

“Não há mais dinheiro disponível no orçamento. Agora estamos a tentar consolidá-lo”, disse Christian Lindner, em entrevista ao jornal britânico “Financial Times” sobre o reforço dos apoios ao investimento de 17 mil milhões de euros da tecnológica norte-americana na cidade de Magdeburg.

“Não há mais dinheiro”. Ministro das Finanças alemão recusa novos subsídios à Intel
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O ministro das Finanças da Alemanha diz que não há dinheiro no orçamento alemão para responder às necessidades da tecnológica Intel por mais subsídios estatais para a construção da sua nova fábrica de 17 mil milhões de euros na cidade de Magdeburg, na zona leste do país.

“Não há mais dinheiro disponível no orçamento. Agora estamos a tentar consolidar o orçamento não a expandi-lo”, afirmou Christian Lindner, em entrevista ao jornal britânico “Financial Times” (FT).

O responsável pela pasta das Finanças da maior economia da Europa opõe-se assim a um aumento nos apoios, o que reduz as expectativas de um novo acordo com a fabricante de chips norte-americana.

A empresa de semicondutores com sede em Silicon Valley, nos Estados Unidos, deveria receber 6,8 mil milhões de euros em auxílios do governo liderado por Olaf Scholzpara para a construção desta unidade de produção na Europa, mas acabou por exigir cerca de 10 mi milhões de euros por causa do aumento dos custos da energia e matérias-primas.

Esse pedido de mais dinheiro gerou divisões no Bundeskanzleramt. Segundo o FT, o chanceler, Olaf Scholz, e o ministro da Economia e dirigente dos Verdes, Robert Habeck, estão abertos a dar mais apoio financeiro à Intel por eventuais indicações de que a empresa poderá aumentar o volume total dos investimentos previstos.

Christian Lindner, que também é líder do FDP, um dos partidos da coligação, disse ainda à publicação britânica que “não é grande fã de subsídios”. “A chancelaria e o Ministério da Economia terão que mostrar de onde virá o financiamento adicional”, retorquiu sobre o reforço da ajuda àquele que é o maior investimento estrangeiro na história alemã do pós-guerra.

Em dezembro do ano passado, a Intel adiou o início da construção desta fábrica de componentes eletrónicos, que deveria arrancar ainda neste primeiro semestre de 2023, alegando uma subida nos custos das obras. “Os desafios geopolíticos cresceram e a procura por semicondutores caiu. Isso significa que ainda não podemos dar uma data definitiva para o início da construção”, admitiu o porta-voz da Intel, Benjamin Barteder, ao matutino germânico “Volksstimme”.

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