China acelera plano para que o yuan ganhe força face ao dólar como divisa internacional

O comércio da China com potências como a Rússia, Índia e Brasil tendo alcançado níveis recorde em 2022. A moeda chinesa já é a quinta moeda mais utilizada atrás do dólar, euro, yen e libra, sendo que em 2019 o yuan era a oitava divisa mais utilizada.

China acelera plano para que o yuan ganhe força face ao dólar como divisa internacional
Petar Kujundzic/Reuters

“A divisa é uma das armas mais importantes que os países dispõem na luta pela hegemonia mundial”. Assim começa a análise do jornal espanhol “El Economista” a propósito da colocação em marcha do plano chinês para que o yuan se torne cada vez mais relevante como moeda nas trocas internacionais. Note-se que o comércio da China com potências como a Rússia, Índia e Brasil tendo alcançado níveis recorde em 2022. A moeda chinesa já é a quinta moeda mais utilizada atrás do dólar, euro, yen e libra, sendo que em 2019 o yuan era a oitava divisa mais utilizada.

Com a China a ter ainda um logo caminho a percorrer para superar divisas concorrentes, o yuan tem assistido a uma hegemonia como moeda líder nas trocas internacionais, algo que permitiu aos EUA consolidar a sua posição de líder mundial.

A partir do exemplo norte-americano e aproveitando uma conjuntura internacional que torna a China líder de um bloco económico poderoso a nível mundial, a China tem vindo a “tomar notas e está a levar a cabo uma estratégia para expandir o comércio internacional em yuans, um aspeto que será importante na hora de decidir quem será o país de referência a nível mundial no futuro”, explica o jornal espanhol.

Assim, a atual conjuntura geopolítica parece ser a ideal para que a China aproveite a deterioração das relações entre o governo norte-americano e país como Arábia Saudita e outros mais evidentes, como a Rússia e o Irão. Nos últimos países, o país liderado por Xi Jinping “passou à ofensiva, fechando novos acordos comerciais que determinam que o comércio de bens será feito em yuans. “Brasil, Rússia, Paquistão, Iraque, Irão, Iraque, Emiratos Árabes Unidos, Arábia Saudita, Turquia, Índia, Singapura, Venezuela, Indonésia, Bielorrússia… são alguns dos países que estão englobados nestes acordos”, destaca a publicação.

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