Turquia dá luz verde à candidatura da Finlândia à NATO

A visita do presidente da Finlândia à Turquia não deixava dúvidas: Recep Erdogan preparava-se para pedir ao Parlamento um voto favorável para a adesão dos finlandeses à NATO. Confirmou-se. Falta agora a Suécia - mas também lá chegará.

Turquia dá luz verde à candidatura da Finlândia à NATO
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A Turquia decidiu, como se esperava, iniciar o processo de ratificação da adesão da Finlândia à NATO, revelou esta sexta-feira o presidente Recep Erdogan, anfitrião do seu homólogo finlandês, Sauli Niinisto, nos últimos dias. Para o presidente turco, a Finlândia terá dado os passos necessários para tornar-se ‘elegível’.

O anúncio foi feito depois de Erdogan ter reunido com Sauli Niinisto em Ancara, um dia depois de uma visita do presidente finlandês à região sudeste, a mais atingida pelo terremotos devastadores do mês passado.

O pedido de adesão da Finlândia à NATO dominou a agenda da reunião dos dois líderes. “Decidimos iniciar o protocolo de adesão da Finlândia à NATO no Parlamento, disse, citado pelos jornais turcos. Erdogan expressou a esperança de que a adesão da Finlândia à NATO seja ratificada antes das eleições presidenciais e parlamentares turcas, marcadas para 14 de maio.

A decisão turca “é certamente muito importante para toda a Finlândia”, observou Niinisto por seu turno.

O problema passa agora para a Suécia – que quer entrar com a Finlândia mas já não o conseguirá – com Erdogan a recordar que a Turquia ainda não está pronta para aprovar a candidatura de Estocolmo uma vez que “não respondeu positivamente” aos pedidos de extradição de ‘terroristas’ de Ancara.

“A Turquia continuará a manter discussões com a Suécia sobre questões relacionadas com o terrorismo e a adesão de Estocolmo à NATO dependerá diretamente das medidas que tomar”, disse o presidente turco na mesma ocasião.

Um memorando trilateral que os três países assinaram na cimeira da NATO de Madrid, em junho passado, rendeu a Ancara as promessas concretas exigidas, especialmente em relação a leis sobre antiterrorismo, extradições de perseguidos políticos e levantamento do embargo de armas.

O acordo prevê que a Finlândia e a Suécia, como futuros aliados da NATO, exibam total solidariedade e cooperação com a Turquia na luta contra o terrorismo em todas as suas formas e manifestações, contra todas as ameaças à sua segurança nacional.

Mas o país suspendeu as negociações no final de janeiro, depois de a Suécia não ter perseguido alguém que queimou uma cópia do Alcorão em pleno Estocolmo.

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