Zelensky contra levantamento de sanções após ataques maciços da Rússia

"Mais uma noite a provar que a Rússia não merece qualquer flexibilização da política global nem o levantamento das sanções", declarou nas redes sociais, já que os Estados Unidos da América tinham suspendido as sanções ao petróleo russo devido ao impacto nos preços do conflito do Médio Oriente.

Zelensky contra levantamento de sanções após ataques maciços da Rússia
Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, mostrou-se hoje contra o levantamento de sanções internacionais à Federação Russa, após maciços bombardeamentos noturnos inimigos, com 660 drones e de 45 mísseis, que mataram pelo menos 15 pessoas.

“Mais uma noite a provar que a Rússia não merece qualquer flexibilização da política global nem o levantamento das sanções”, declarou nas redes sociais, já que os Estados Unidos da América tinham suspendido as sanções ao petróleo russo devido ao impacto nos preços do conflito do Médio Oriente.

Para Zelensky, “não pode acontecer a normalização da Rússia no atual contexto” e “a pressão tem que surtir efeito, sendo importante cumprir todas as promessas de ajuda à Ucrânia”, uma vez que “há numerosos compromissos por parte de aliados que foram anunciados, mas ainda não foram aplicados”.

A força aérea ucraniana informou que, além das mais de seis centenas de drones, a Rússia lançou sobre o seu território 19 mísseis balísticos Iskander e 25 mísseis de cruzeiro, num dos mais intensos bombardeamentos desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022.

A mesma fonte anunciou que os sistemas de defesa antiaérea abateram oito dos mísseis balísticos, 23 dos mísseis de cruzeiro e um total de 636 drones, mas confirmou impactos de 12 mísseis e de 20 drones em 20 locais diferentes do país.

“Instruí o comandante da Força Aérea a contactar os parceiros que se comprometeram a fornecer mísseis do sistema Patriot e outros”, declarou Zelensky, insistindo que “a Rússia está a apostar na guerra e a resposta deve ser exatamente esta”.

Zelensky agradeceu a Alemanha, Noruega e Itália, países com os quais assinou novos acordos para apoiar as defesas ucranianas e adiantou estar a “trabalhar com os Países Baixos para obter fornecimentos adicionais “.

Além de Kiev, esta mais recente ofensiva aérea russa visou também Odessa e Dnipropetrovsk.

Anteriormente, fonte do governo ucraniano tinha adiantado a existência de 16 mortos.

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