Wall Street começa semana de resultados em baixa

O Twitter esteve a perder mais de 8% no pré-mercado mas avança agora quase 2%, depois de o CEO da rede social informar que o empresário Elon Musk abandonou o seu plano de juntar ao conselho de administração da empresa da qual se tornou recentemente acionista.

Wall Street começa semana de resultados em baixa
Reuters

A bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta segunda-feira em terreno negativo, no arranque de uma semana será marcada por mais uma temporada de resultados. Entre as primeiras cotadas norte-americanas a apresentar contas estão cinco grandes bancos: JPMorgan na quarta-feira e Citigroup, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo na quinta-feira, data em há também reunião do Banco Central Europeu.

Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones perde 0,31% para os 34.612,56 pontos, o financeiro S&P 500 desce 0,85%, para os 4.450,30 pontos, e o tecnológico Nasdaq recua 1,36% para os 13.524,98 pontos. Por sua vez, o Russell 2000 desvaloriza 0,52% para os 1.984,20 pontos.

Segundo os analistas do Bankinter, há ainda a ter em conta a notícia do “Wall Street Journal” que aponta para que quase um terço (28%) dos economistas preveem um cenário de recessão económica em seis meses. “Acreditamos que o mais provável seja que o “reality check” já tenha começado na semana passada e continue nesta. Não é nenhum drama, mas sim uma mudança de contexto que devemos gerir de forma diferente, de forma mais prudente”, estimam.

O Twitter esteve a perder mais de 8% no pré-mercado mas avança agora 1,67% para 47,01 dólares, depois de o CEO da rede social dos tweets, Parag Agrawal, informar que o empresário Elon Musk abandonou o seu plano de juntar ao conselho de administração da empresa da qual se tornou recentemente acionista.

Nas matérias-primas, o destaque está hoje no ‘ouro negro’, que tomba mais de 4%. O preço do WTI, produzido no Texas, cai 4,56% para os 93,78 dólares por barril, enquanto a cotação do barril de Brent afunda 4,40% para os 98,26 dólares por barril.

Para os analistas da XTB, a razão mais provável por detrás da queda é a situação pandémica na China. “O confinamento imposto em Xangai, um importante centro industrial do país, não conseguiu travar a propagação do coronavírus. Dada a política de tolerância zero da China ao lidar com a pandemia, não se augura um quadro brilhante, uma vez que sugere que as restrições estarão em vigor por um longo período de tempo. As normas impostas afetam a atividade económica no país e têm um impacto negativo na procura de petróleo”, argumentam.

Quanto ao mercado cambial, o euro está a apreciar 0,10% para os 1,0887 dólares, enquanto a libra esterlina desliza os ligeiros 0,05% face à moeda dos Estados Unidos, para os 1,3025 dólares.

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