Venezuela/Sismo: Números de mortos e de feridos sobem para 2.595 e 12.400

O número de feridos devido aos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que ocorreram na região norte da Venezuela ascende a, pelo menos, 12.400, anunciou ainda Delcy Rodríguez, em conferência de imprensa. As Nações Unidas estimam que este número possa ascender a 50.000.

Venezuela/Sismo: Números de mortos e de feridos sobem para 2.595 e 12.400
epa13068189 Rescue workers from Mexico work at a collapsed building in La Guaira, Venezuela, 26 June 2026. Venezuelan Interior Minister Diosdado Cabello announced that access to La Guaira state, the area hardest hit by the earthquakes, will be restricted starting at 20:00 local time (00:00 GMT on 27 June). EPA/Ronald Pena R

O balanço revisto do duplo sismo de 24 de junho na Venezuela ascende agora a 2.595 mortos, anunciou na quinta-feira a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantindo que “ninguém será colocado em valas comuns”.

O número de feridos devido aos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que ocorreram na região norte da Venezuela ascende a, pelo menos, 12.400, anunciou ainda Delcy Rodríguez, em conferência de imprensa. As Nações Unidas estimam que este número possa ascender a 50.000.

Rodríguez, que destacou a presença na Venezuela de equipas de resgate de 33 países, revelou os dados durante uma conferência de imprensa, oito dias após o duplo terramoto que afetou Caracas e outros seis estados do norte do país.

A presidente interina, que compareceu ao lado do irmão, presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e do ministro do Interior, Diosdado Cabello, defendeu o trabalho do Governo venezuelano e garantiu que há um total de 6.462 pessoas resgatadas.

“O Estado venezuelano, no seu conjunto, mobilizou-se imediatamente. A primeira medida que tomámos, poucas horas após a ocorrência, foi emitir um decreto para dar resposta a esta situação de emergência; o sistema de proteção civil e o sistema de defesa pública foram mobilizados de imediato”, afirmou Rodríguez.

A presença de equipas de resgate internacionais ascendia, na quinta-feira, a 3.000, segundo dados da ONU.

A presidente interina informou ainda que está em conversações com o Departamento de Estado norte-americano e com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para “recuperar recursos” que permitam a reconstrução das infraestruturas afetadas pelos sismos.

Delcy Rodríguez afirmou, por outro lado, que o Governo venezuelano tem estado em contacto com o Banco Interamericano e o Banco Mundial, que “já ofereceram cooperação não reembolsável para apoiar o processo de recuperação”, além de “linhas de crédito” para a Venezuela.

Rodríguez recordou que criou um fundo inicial no valor equivalente a 200 milhões de dólares (174,7 milhões de euros) e uma conta no CAF — Banco de Desenvolvimento da América Latina e das Caraíbas — para “as doações em dinheiro internacional”, que serão destinadas à construção de habitações e que contarão com “todos os mecanismos de auditoria”.

A mandatária deu ainda conta da chegada recente a Caracas de um grupo “muito especializado e profissional” de Israel para a recuperação das infraestruturas e para a “avaliação da situação” das construções que não ruíram completamente, mas que ficaram danificadas.

Os danos causados em habitações e bens económicos, como veículos, edifícios ou estabelecimentos comerciais, na sequência dos dois sismos, ascendem a um valor preliminar de 6.700 milhões de dólares (5.681 milhões de euros), de acordo com uma avaliação por satélite baseada na Análise Digital Rápida do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Governo de Caracas estimou em cerca de 12.800 o número de pessoas que perderam as suas habitações, enquanto o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) registou 16.000 cidadãos que tiveram de procurar um local alternativo para viver.

A presidente afirmou que, nas primeiras horas após os terramotos, recebeu telefonemas de 72 chefes de Estado e de Governo, a quem garantiu que o “principal objetivo” da Venezuela era “salvar vidas”, pelo que o país precisava de “equipas de resgate, sem objeções, sem considerações políticas”.

Delcy Rodríguez agradeceu expressamente o apoio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do chefe do Governo de Espanha, Pedro Sánchez; do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; e do Presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

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