As vendas de carros eletrificados dispararam mais de 27% em março e 35% no primeiro trimestre num momento em que o preço dos combustíveis está em altas devido à guerra do Médio Oriente.
As famílias e empresas têm estado a pagar mais de 2 euros por litro de gasóleo ou gasolina na bomba, complicando ainda mais as contas mensais, já de si apertadas.
Foram vendidos mais de 17.900 carros eletrificados em Portugal durante o mês de março, segundo os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP). Olhando para o primeiro trimestre, as vendas dispararam 35% com vendas totais de 46 mil unidades.
Por segmentos de ligeiros de passageiros, os híbridos elétricos foram os que mais unidades venderam em março: um disparo de 29% para quase 7.800 unidades.
Seguem-se os elétricos, com mais 22% para mais de 6 mil unidades no mês passado.
Já os híbridos plug-in subiram mais de 30% para mais de 3.600 unidades em março.
No mercado de 100% elétricos, a Tesla continua a dominar, apesar de as vendas terem recuado 2% em março. Segue-se a BYD com uma subida de 21% e a Mercedes-Benz com um ganho de 73%.
No mercado de híbridos plug-in, a Mercedes-Benz dominou em março com as vendas a subirem 14%. Segue-se a BMW com um crescimento de 22% e a Volkswagen com 35%.
Nos híbridos elétricos, a Citroen liderou com um crescimento de quase 500%. Segue-se a Nissan com mais 67% e a Peugeot que registou uma quebra de 40%.
No trimestre, a Tesla domina nos carros elétricos com mais 27% de vendas e uma quota de 18%. Segue-se a BYD com as vendas a subir 24% e uma quota de 8%. O pódio é fechado pela BMW com as vendas trimestrais a subirem 8% com uma quota de 8%.
Nos híbridos plug-in, a Mercedes-Benz foi a líder das vendas trimestrais com uma subida de 17% e uma quota de 24%, seguida da BMW com mais 17% e da Volkswagen com 40%. Destaque para a Audi que registou um crescimento de 650%.
Em termos de vendas trimestrais nos híbridos elétricos, a Peugeot liderou com mais 47% para uma quota de mais de 21%. Segue-se a Toyota com mais 14% e a Citroen com mais 286%. Destaque para a MG que registou um crescimento acima de 600% e para a Volkswagen que sobe mais de 400%.