ULS Amadora-Sintra reconhece “pressão muito elevada” nas urgências

Sobre a demissão das chefias da urgência geral, a ULS refere apenas que na noite do 2 para o dia 3 estavam escalados seis médicos, que são distribuídos pelas duas áreas (ambulatório e serviço de observação) "consoante as necessidades". Sindicatos dizem que para a área de ambulatório, durante horas, esteve apenas um médico, uma "situação completamente inaceitável".

ULS Amadora-Sintra reconhece “pressão muito elevada” nas urgências
Hospital Amadora Sintra Fernando Fonseca

A Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora-Sintra reconhece que a pressão sobre a urgência geral do Hospital Fernando Fonseca (HFF) é “muito elevada” e que há “constrangimentos” decorrentes, quer do contexto do contexto daquele hospital, como o elevado número de utentes sem médicos de família  e  “crónica falta de camas para internamento”, quer do período do ano que atravessamos ao nível da epidemia da gripe.

Questionada pelo Jornal Económico (JE) sobre a demissão da chefe e da subchefe da equipa de urgência,  a ULS esclarece que, na noite de 2 para 3 de janeiro, se encontravam escalados seis médicos para o Serviço de Urgência Geral (SUG) do Hospital Fernando Fonseca (HFF). Refere também que a equipa “está organizada em duas áreas funcionais ( ambulatório e serviço de observação), sendo os médicos distribuídos por ambas as áreas consoante as necessidades”.

De acordo com os sindicatos que denunciaram a demissão das chefias, naquela noite esteve apenas um médico escalado para a área de ambulatório, uma situação que a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicatos dos Médicos da Zona Sul consideram ser “absolutamente inaceitável do ponto de vista clínico e organizacional”, que coloca em risco a segurança dos utentes e dos profissionais de saúde.

Nessa noite, segundo as estruturas sindicais, encontravam-se 179 doentes em circulação na urgência”, estando mais de 60 doentes internados no serviço de observação. Os tempos de espera atingiam “níveis inaceitáveis” – “os doentes triados como laranja aguardavam mais de 6 horas pela primeira observação médica e os doentes amarelos ultrapassavam as 20 horas de espera, numa situação claramente incompatível com cuidados de saúde seguros e atempados”, apontam.

A ULS Amadora/Sintra termina o esclarecimento dizendo “mantém-se empenhada na monitorização permanente do funcionamento da urgência e na adoção de medidas ajustadas ao atual contexto de elevada pressão assistencial, encontrando-se ativado o nível 3 do Plano de Contingência de Inverno, com vista a reforçar a capacidade de resposta e a assegurar a continuidade dos cuidados de saúde prestados à população”.

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