Iniciada em fevereiro de 2022, a guerra entre Rússia e Ucrânia parece estar mais perto do fim do que nunca. O cenário representa um ganho de confiança não apenas para as economias dos dois países mas para a economia global, embora seja um sinal profundamente negativo para as empresas de defesa, que estavam a contar que o conflito se prolongasse por mais tempo.
Donald Trump e Vladimir Putin reuniram no Alasca, na passada sexta-feira. Já esta semana, o presidente norte-americano sentou-se à mesa com Zelensky e os principais líderes europeus. O objetivo é simples: estabelecer um acordo de paz duradoura entre russos e ucranianos, que promete ser motivo de aceleração da economia, em termos macro.
Nos três anos e meio que passaram desde o ponto de partida, o conflito potenciou o clima de inflação (lançado por um período de taxas de juro negativas e elevada impressão de dinheiro, nomeadamente ao nível da zona euro), sobretudo a respeito do setor energético.
As sanções impostas à Rússia no que diz respeito à importação de gás natural e petróleo por outros países significaram uma subida dos preços, que se reflete em toda a economia, sob fatores como os custos associados ao transporte de mercadorias.
Defesa vê-se castigada e cai em bolsa
A guerra, além de ser a disputa de território (a Rússia exige ficar com uma parte do território ucraniano), é também um negócio, para muitas empresas. É o caso da Dassault Aviation (em França), Leonardo (Itália), Hensoldt e Rheinmetall (ambas alemãs), que fabricam armamento e equipamento militar.
As quatro desvalorizaram de forma acentuada na sessão bolsista de terça-feira, em reação aos sinais de que um acordo pode estar para breve. De resto, contrariaram as subidas generalizadas das praças europeias, impulsionadas precisamente pelos mesmos fatores.