O Twitter despediu 80% dos seus trabalhadores desde a chegada de Elon Musk, passando dos oito mil para os atuais 1.500.
O balanço foi feito pelo empresário em entrevista à “BBC” que garante que a empresa está perto do ‘break even’, apesar de ter saído de bolsa e as suas contas serem agora menos transparentes.
Sobre a sua tendência para publicar tweets polémicos e dar tiros nos pés, admitiu que precisa de arranjar uns “sapatos à prova de bala”.
O seu mandato tem sido marcado por várias polémicas: despedimentos de milhares de trabalhadores, problemas informáticos depois de ter despedido pessoal essencial e de ter encerrado um dos três centros de dados da empresa, e tem sido acusado de falhar o pagamento de várias despesas, incluindo a renda de escritórios e as compensações aos ex-trabalhadores.
Elon Musk considera que nenhuma rede social vai sobreviver sem o pagamento de verificação de identidade, uma medida que tem sido alvo de críticas, mas que o empresário considera necessário para evitar o aumento dos bots e da desinformação.
O Twitter também se fundiu com uma empresa chamada X Corp, mas Musk não deu mais detalhes sobre a medida. Um dos objetivos é a criação da X, uma super app semelhante à chinesa WeChat que tem mensagens de texto e de vídeo, streaming e pagamentos.
Durante a entrevista insistiu que o seu cão era o novo CEO da companhia. “Eu não sou o CEO do Twitter, o meu cão é que é. Ele tem uma camisola de gola alta preta [imagem típica de Steve Jobs da Apple], o que precisa mais?”, disse, entre risos.