Trump quer impor limite de juros no crédito ao consumo em 10% e faz tombar ações da banca

As ações do Barclays Plc caem mais de 3% nesta segunda-feira após o presidente dos EUA, Donald Trump ter renovado o seu apelo a um limite de 10% nas taxas de juros de cartões de crédito pelo período de um ano.

Trump quer impor limite de juros no crédito ao consumo em 10% e faz tombar ações da banca
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O banco britânico não é o único. O Santander, leva já uma queda de quase 2% e o Société Générale, uma queda de 1,52%. Por cá o BCP cai 1,02% para 0,87 euros por ação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que as taxas de juros dos cartões de crédito sejam limitadas a 10% por um período de um ano. A proposta foi divulgada nas suas redes sociais na noite de sexta-feira e o presidente americano pretende que o limite entre em vigor no dia 20 de janeiro, quando faz um ano desde a sua tomada de posse.

Sem avançar detalhes,  Trump justificou a medida como uma forma de combater o alto custo de vida, afirmando que “não permitiremos mais que os americanos sejam ‘roubados’ pelas empresas de cartão de crédito que cobram taxas de juros de 20% a 30%”.

Este domingo na sua habitual conferência de imprensa no Air Force One, voltou a criticar as empresas de cartões de crédito e os neobanks.

Trump garantiu este domingo que as instituições financeiras que concedem cartões de crédito “estão a violar a lei”, sem especificar os tipos de empréstimos: “Algumas cobram perto de 28%, quase perto de 30%. Portanto, as pessoas não sabem que estão a pagar perto de 30%. Trabalhamos e não temos ideia de que estamos a pagar perto de 30%”. Trump não explicou por que razão estariam a infringir a lei; não existe nenhuma norma nos EUA que corrobore as palavras do seu mandato, segundo a Bloomberg.

As associações bancárias têm feito previsões alarmantes sobre o que aconteceria se as taxas fossem drasticamente reduzidas, colocando em risco a o lucro das instituições financeiras.

Ao mesmo tempo que alertam que americanos em situação de vulnerabilidade financeira poderiam perder o acesso ao crédito e ficar à mercê de agiotas e casas de penhores.

Os bancos caíram a pique após notícias na Europa.

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