Irão: Trump diz que país está “em colapso total” antes do anúncio de sanções económicas

“O IRÃO ESTÁ A ENTRAR EM COLAPSO TOTAL!!!”, escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo novamente à escrita em maiúsculas para enfatizar a sua mensagem.

Irão: Trump diz que país está “em colapso total” antes do anúncio de sanções económicas
epa13095061 US President Donald Trump arrives at Esenboga Airport ahead of the 2026 NATO Heads of State and Government Summit in Ankara, Turkey, 07 July 2026. The summit will take place on 07 and 08 July, focusing on strengthening defense industrial production and securing long-term military aid for Ukraine. EPA/DOGUKAN KESKINKILIC / POOL

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira, 24 de agosto, que o Irão está “em colapso total”, poucas horas antes do anúncio dos pormenores sobre um novo pacote de agressivas sanções económicas norte-americanas ao regime de Teerão.

“O IRÃO ESTÁ A ENTRAR EM COLAPSO TOTAL!!!”, escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo novamente à escrita em maiúsculas para enfatizar a sua mensagem.

A mensagem foi publicada depois de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ter na véspera anunciado um “Dia D económico” hoje para o Irão, comparando o desembarque aliado de 1944 na Normandia com o que descreveu como “a maior ofensiva financeira alguma vez lançada contra um adversário”.

“O Presidente criou as condições para mobilizar todas as agências e usar de todos os poderes e medidas que muitos presumiam que nunca aplicaríamos. O nosso objetivo é cortar todas as bolsas de oxigénio económico que sustentam o regime tirânico, até que Teerão esteja completamente isolada”, antecipou Bessent no domingo.

Trump publicou a breve mensagem num contexto de crescente pressão sobre a República Islâmica para que ponha fim a uma guerra que se aproxima do sexto mês e reabra o estreito de Ormuz à navegação.

Teerão respondeu que não permitirá que Washington dite os termos do fim da guerra e voltou a advertir outros países para que não participem na nova “guerra económica” norte-americana contra o país, sob pena de passarem a ser considerados “inimigos”.

Por seu lado, Bessent ameaçou com consequências económicas os países que prestem “qualquer tipo de ajuda vital ao Irão” e indicou que Washington pretende sancionar, entre outras operações, as transferências de dinheiro e as compras de petróleo iraniano.

Na próxima sexta-feira, completam-se seis meses desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

O memorando de entendimento que proporcionou uma trégua temporária na guerra expirou, e não estão em curso negociações concretas para pôr fim ao conflito, mantendo Teerão o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial e uma elevada percentagem de fertilizantes necessários ao cultivo de alimentos para a população mundial, ao passo que Washington impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.

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