Wall Street abre mista após EUA alertarem para “Dia D” económico no Irão

Os investidores preparam para os resultados da Nvidia, na quarta-feira, bem como para o discurso do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, na sexta-feira.

Wall Street abre mista após EUA alertarem para “Dia D” económico no Irão
Bolsa Wall Street

A Bolsa de Nova Iorque abriu entre ganhos e perdas no dia em que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, vai anunicar um reforço das medidas contra o Irão, país que sofre sanções económicas desde a Revolução Islâmica de 1979. O anúncio será feito esta segunda-feira, numa conferência de imprensa marcada para as 19h00 horas (de Lisboa).

O S&P 500 abriu a cair 0,26%, o Nasdaq Composite a recuar 0,66% e o Dow Jones, em sentido contrário, subir 0,19%.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que o Irão está “em colapso total”, poucas horas antes do anúncio dos pormenores sobre um novo pacote de agressivas sanções económicas norte-americanas ao regime de Teerão. O Irão respondeu que não permitirá que Washington dite os termos do fim da guerra e voltou a advertir outros países para que não participem na nova “guerra económica” norte-americana contra o país, sob pena de passarem a ser considerados “inimigos”.

Ainda assim o Brent cai 1,86% para 92,63 dólares o barril e o crude WTI cai 2,34% para 85,02 dólares.

Trump anunciou ainda esta segunda-feira que todos os automóveis e camiões, componentes automóveis e aço importados do Canadá vão sofrer um agravamento das tarifas para 50% a partir de 1 de janeiro.

Os investidores preparam para os resultados da Nvidia, na quarta-feira, bem como para o discurso do presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, na sexta-feira.

As ações da Nvidia arrancaram a cair  -0,79%.

Se a guerra do Médio Oriente não dá tréguas, a da Europa de Leste também não. Os dois países vizinhos – Ucrânia e Rússia – continuam em troca de ataques e as tensões geopolíticas sobem de tom com os países europeus inimigos da Rússia que apoiam a Ucrânia a estarem nesta segunda-feira em Kiev.  Alguns líderes políticos estão na capital da Ucrânia para participar nas celebrações dos 35 anos do Dia da Independência da Ucrânia e para integrar a cimeira da “Coligação dos Dispostos”.

Para além do líder britânico, estão em Kiev António Costa (Conselho Europeu); Luc Frieden, Primeiro-ministro do Luxemburgo; Maia Sandu  Presidente da Moldávia; Alexander Stubb — Presidente da Finlândia; Alar Karis — Presidente da Estónia; Gitanas Nausėda — Presidente da Lituânia; Andris Kulbergs — Primeiro-ministro da Letónia e Maria Malmer Stenergard — Ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia

O primeiro-ministro inglês Andy Burnham reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na sua primeira visita ao estrangeiro como primeiro-ministro, em Kiev, onde irá entregar projetos de mísseis de longo alcance.

Burnham presidirá posteriormente à sua primeira reunião da “coligação dos dispostos”, criada pelo Reino Unido e pela França sob a liderança do seu antecessor, Sir Keir Starmer.

O Kremlin já declarou à Sky News que o Reino Unido está a “deitar achas para a fogueira” na Ucrânia, segundo o porta-voz Dmitry Peskok. afirmou:

Hoje Putin assinou um decreto sobre medidas para proteger infraestruturas críticas que estão sob ataque de Kiev.

 

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