A derrotada Kamala Harris tem pela frente duas funções de elevado risco: procurar um emprego compatível com as suas qualidades e servir de causa e consequência para o desastre eleitoral de enormes proporções que o seu partido acaba de sofrer.
Como adiantava o embaixador Seixas da Costa em conversa com o JE, Harris terá de assumir o ónus da derrota para a posteridade – para os livros de história – contribuindo assim para o branqueamento das decisões de Joe Biden, “esse sim, o verdadeiro responsável” pelo desastre político do seu partido.
Para todos os efeitos – e dado que até ao seu tardio afastamento, Biden não produziu qualquer herdeiro político – o Partido Democrata está devastado pela derrota, mas principalmente pelo vazio do poder na sua cúpula. Para Seixas da Costa, duas figuras – que não se sabe ainda quem são – irão emergir no quadro do normal funcionamento das instituições: “o futuro líder dos democratas no Senado e o futuro líder dos democratas na Câmara dos Representantes”, sejam eles quem vierem a ser.
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