“Trump? Outro mandato colocaria em perigo a independência da Fed”, alerta especialista

A Fed está com dúvidas se junho será demasiado cedo para um primeiro corte nas taxas de juro. No entanto, deixar essa decisão para depois, pode ser encarado como uma espécie de interferência nas eleições presidenciais.

“Trump? Outro mandato colocaria em perigo a independência da Fed”, alerta especialista
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O eventual regresso de Donald Trump à Casa Branca poderia representar um sério perigo à independência da Reserva Federal norte-americana, de acordo com declarações de Raphaël Gallardo, economista chefe da gestora de ativos francesa Carmignac, a meios de comunicação em Espanha.

Para este responsável, cuja sua gestora de ativos possui 41 mil milhões de dólares em ativos (de acordo com dados do início deste ano), é bastante provável que as eleições norte-americanas se possam cruzar no caminho da Reserva Federal este ano (recorde-se que em novembro vai decidir-se o próximo inquilino da Casa Branca.

A dúvida é a seguinte, de acordo com este especialista: a Fed está com dúvidas se junho será demasiado cedo para um primeiro corte nas taxas de juro. No entanto, deixar essa decisão para depois, pode ser encarado como uma espécie de interferência nas eleições presidenciais. “Outro mandato de Trump colocaria em perigo a independência da Fed”, destaca Raphaël Gallardo.

Para Donald Trump, um corte dos juros em período pre-eleitoral poderia ser visto como um sinal a favor de Joe Biden e, perante a possibilidade de vir aí um novo mandato do republicano Donald Trump, isso criaria um mau precedente na já difícil relação de Trump com Jerome Powell.

Jerome Powell foi indicado por Donald Trump para liderar a Fed em 2017 mas no ano seguinte, o republicano criticou as políticas do presidente da Reserva Federal, nomeadamente o aumento dos custos dos empréstimos e a diferença entre as taxas de juro nos EUA e as praticadas na Europa.

Consequentemente, Donald Trump indicou que não voltaria a apostar em Jerome Powell para presidir a Fed caso vencesse novamente as eleições presidenciais e já acusou o “homem forte” da Reserva Federal de que a política monetária norte-americana pode ser favorável à reeleição de Joe Biden em novembro.

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