Trabalhadores da Altice Portugal consideram “inaceitável” falta de resposta de Montenegro para reunião

O sindicato do grupo de trabalhadores da Altice Portugal relembra que foi pedida uma reunião urgente com Luís Montenegro a 8 de abril, mas ainda não tiveram qualquer resposta. "O STPT espera que o Governo e o senhor primeiro-ministro não abdiquem do seu direito de oposição e que façam cumprir a lei quanto aos direitos dos trabalhadores", indica o comunicado.

Trabalhadores da Altice Portugal consideram “inaceitável” falta de resposta de Montenegro para reunião
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O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Altice em Portugal (STPT) considera ser incompreensível o facto de ainda não ter tido qualquer resposta por parte do primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o pedido de reunião para abordar a venda da empresa.

“Dada a relevância da Altice Portugal, quer do ponto de vista estratégico quer do ponto de vista económico e da própria defesa do interesse nacional, é de todo inaceitável a falta de resposta do senhor primeiro-ministro”, pode ler-se em comunicado.

Recorde-se que a 8 de abril o STPT pediu uma reunião com Luís Montenegro com o intuito de saber a posição do novo Governo sobre o processo de venda da Altice Portugal. “Nesse próprio dia o STPT, tornou pública (através dos órgãos de comunicação social) uma
exortação aos investidores portugueses a se juntarem e fazerem uma oferta firme para a aquisição da empresa”, indica o comunicado.

O STPT mostra-se preocupado com o futuro da Altice Portugal, bem como os interesses e a estabilidade de milhares de trabalhadores e considera ser “um grave risco” que a empresa venha a ser comprada por “interesses alheios” ao desenvolvimento económico e estratégico de Portugal.

Como tal, o sindicato espera que “o Governo e o senhor primeiro-ministro, não abdiquem do seu direito de oposição e que façam cumprir a lei quanto aos direitos dos trabalhadores salvaguardando a importância que a operação da venda deverá ter”.

A finalizar, o sindicato volta a deixar um apelo para que a reunião se possa realizar com a maior brevidade possível, “sendo legítimo o interesse dos representantes dos trabalhadores em acompanhar a operação de venda da Altice Portugal”.

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