A retalhista de comércio eletrónico Temu deverá ser sujeita a regras europeias mais rígidas nos conteúdos online, as mesmas que empresas como a Meta, Google, X e TikTok têm de cumprir por atingirem um determinado número de utilizadores mensais na Europa, adianta a “Reuters”.
De acordo com as regras europeias, as empresas com mais de 45 milhões de utilizadores são consideradas plataformas online de muito grande dimensão (VLOP, na sigla em inglês) e são obrigadas a fazer mais para combater conteúdos ilegais e contrafação nas suas plataformas.
A Temu, que entrou no mercado europeu em abril do ano passado, disse que tem, em média, cerca de 75 milhões de utilizadores ativos por mês na União Europeia nos seis meses que terminaram no final de março, segundo o site da empresa.
As autoridades europeias estão atentas e conscientes de que a Temu superou o patamar em termos do número de utilizadores a partir do qual é obrigada a cumprir mais regras, afirmou um porta-voz da Comissão Europeia à “Reuters”.
O crescimento da Temu fez com que conseguisse ultrapassar a principal concorrente, a Shein, tornando-se no terceiro maior operador do sector das vendas online em todo o mundo. No final de dezembro do ano passado, a Amazon registava 2.659 milhões de utilizadores, a Aliexpress e a Temu com cerca de 467 milhões cada e a Shein, significativamente abaixo, com 172,3 milhões de utilizadores, segundo os dados da Similarweb revelados em janeiro pelo “El Economista”.
Fundada em 2022, na cidade norte-americana de Boston, pelo empresário chinês Huang Zheng, a Temu pertence ao grupo PDD Holdings, que também detém aplicações como a Pinduoduo e está em Wall Street. É conhecida pelos produtos de preço baixo e campanhas de marketing à base em concursos de cliques.