Tempestade Martinho: Danos dos sinistros participados avaliados em 50 milhões, revela APS

Segundo os dados apurados através do inquérito da APS, foram participados 22.319 sinistros cobertos por apólices de seguros, a que corresponde um valor agregado de danos de cerca de 50 milhões de euros. Deste valor total, cerca de 5,9 milhões de euros correspondem a indemnizações que já foram pagas, estando os restantes 44,2 milhões de euros provisionados, revela a associação.

Tempestade Martinho: Danos dos sinistros participados avaliados em 50 milhões, revela APS
Uma árvore caída e um muro derrubado devido à passagem da tempestade Martinho causaram danos em veículos estacionados na Tapada das Necessidades, em Lisboa

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) atualizou os dados sobre os sinistros participados em consequência da Tempestade Martinho. O valor total dos danos quase duplicou face ao primeiro levantamento realizado.

A APS atualizou os valores dos danos cobertos por contratos de seguro provocados pela tempestade Martinho entre 19 e 23 de março, através de um inquérito promovido junto das empresas de seguros suas associadas.

Segundo os dados apurados através do inquérito da APS, foram participados 22.319 sinistros cobertos por apólices de seguros, a que corresponde um valor agregado de danos de cerca de 50 milhões de euros. Deste valor total, cerca de 5,9 milhões de euros correspondem a indemnizações que já foram pagas, estando os restantes 44,2 milhões de euros provisionados, revela a associação.

Relativamente aos sinistros participados, a maior parte dos prejuízos (97,9%) continua a dizer respeito a seguros de habitações e a seguros de atividades comerciais e industriais.

A tempestade “Martinho” passou por Portugal em março, deixando um rastro de estragos pelo país e também pela área metropolitana de Lisboa. As rajadas de vento muito forte ascenderam a velocidades de 120 km/h, associadas a chuva intensa.

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Relativamente ao total de 5.800 ocorrências, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse que a maior incidência foi na área da Grande Lisboa (35%), seguindo-se Setúbal, Porto e Coimbra, sobretudo queda de arvores e de objetos e algumas inundações, o que provocou 15 pessoas desalojadas e 13 deslocadas. Veja as imagens mais impactantes.