Em primeiro lugar, pedia-lhe uma pequena introdução sobre a ABRP.
A ABRP é uma associação recente, tem cerca de 2 anos. Ao contrário de outras associações, não foi criada para defender os interesses específicos e próprios dos seus associados. Para isso, já temos um conjunto de associações no país, das quais, aliás, os nossos associados continuam a fazer parte. Foi constituída como, mais do que uma associação de empresas, uma associação de pessoas. São 41, coletivamente, representam 124 mil milhões de euros de volume de negócios global, cerca de metade em Portugal, cerca de metade fora – não falamos de exportações, mas sim de investimento português no estrangeiro, empresas bastante grandes e globalizadas e que, por isso mesmo, têm a experiência de outros mercados e do que gostariam que se passasse mais em Portugal. Trabalhamos em três áreas, essencialmente: pessoas, empresas e o Estado. Como podemos ter mais competitividade, mais empresas grandes, um Estado que fomente e celebre o sucesso, a criação de riqueza, a igualdade de oportunidades para todos e que o faça de uma forma que seja eficaz eficiente. Esse tem sido o nosso enfoque.
Que balanço fazem do último ano?
O primeiro ano foi muito centrado em constituir a associação. Temos sempre esta sensação de que Portugal é um país pequeno, mas não é verdade. Somos um país de média dimensão e isso é uma autolimitação que nos colocamos coletivamente e que nos está a impedir de sermos maiores. Singapura é um país mais pequeno do que Portugal. A Áustria também, a Holanda, a Irlanda. Nós somos o 12º país, quer por população, quer por dimensão, dos 27 da UE. Também costumamos dizer que em Portugal toda a gente se conhece. Isso não é verdade, e, portanto, quando arrancámos com o trabalho da associação, um dos aspetos críticos foi pôr pessoas que não se conheciam a trabalharem em conjunto. Temos muitos problemas que gostaríamos de resolver no país, mas não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. Portanto, escolhemos precisamente os três eixos de que falei.
Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor