João Galamba vai visitar as instalações de manutenção de aeronaves no aeroporto de Lisboa em maio. A informação foi confirmada esta tarde pelo presidente do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (SITEMA), Jorge Alves.
O representante da estrutura sindical é ouvido esta tarde na comissão parlamentar de inquérito à tutela política da gestão da TAP, que esta semana recebeu apenas os sindicatos afetos aos trabalhadores ligados ao sector da aviação civil.
Jorge Alves diz que esta informação é “dada aqui em primeira mão”, depois de confirmar, em resposta ao deputado do Chega Filipe Melo, que já se reuniu com o atual ministro das Infraestruturas.
A visita de Galamba às instalações está agendada para o próximo dia 25 de maio, às 15h00, na data em que se assinala o Dia Internacional do Técnico de Manutenção de Aeronaves. “O ministro vai ver as instalações, para ver o potencial que elas têm”, acrescenta.
O SITEMA acredita que se pode alargar a plataforma de manutenção para outras localizações, dada a falta de espaço na Portela, e o representante aponta como opção Beja.
Cortes salariais afastam técnicos
O dirigente critica a operação da TAP no Brasil e diz que os aviões que vinham da ME “chegavam a Lisboa e precisavam de mais manutenção”. Sobre a demora em encerrar a operação, remete questões para a administração.
Contudo, os baixos salários associados aos cortes em vigor, pode colocar em causa o mercado de manutenção de aviões em Portugal, porque congestionam a retenção desses talentos.
O responsável diz que a classe “é das mais mal pagas”, mas que é muito apetecível no estrangeiro, além de Portugal. Em empresas que não sejam a TAP, há salários “duas a três vezes” mais altos.
Desde que os cortes estão em vigor, revela, 75 técnicos abandonaram a TAP. Entretanto, um plano foi posto em prática para manter os trabalhadores, mas não tem sido suficiente. “É preciso um acordo de empresa”, que estará a ser negociado, adianta.
O plano de reestruturação “de reestruturação não tem nada”, acrescenta. Alves diz que todos os sindicatos tiveram oportunidade para conhecer o plano, mas que teriam de assinar uma cláusula de confidencialidade que os obrigava a não revelar nenhuma informação. “Não conheço nenhum sindicato que o tenha assinado”, confirma.