Não podemos continuar numa sociedade em que a agressão de uma pessoa é uma tragédia, mas a de muitas é uma estatística. Temos que rescrever a narrativa sobre violação e o papel do agressor e o da vítima.
"Porque os novos tempos comportam novos desafios, diversas vezes conducentes a formas de violência, é também exigido ao legislador a criação de mecanismos que permitam responder às novas problemáticas na sociedade", sublinhou o partido liderado por André Ventura.
Um estudo recente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro revela dados alarmantes: 68% dos adolescentes portugueses entre 12 e 18 anos foram vítimas de comportamentos agressivos na escola. A violência psicológica lidera com 92% dos casos, seguida pela violência física com 82%. Mais perturbador ainda, 64% dos jovens admitiram já ter praticado algum ato violento contra um colega. Estamos a criar uma geração de vítimas e agressores?
Continuam a olhar para os crimes sexuais como há tantos anos se olhava para a violência doméstica e a sustentar a rejeição desta mudança de paradigma na velha máxima da “vontade da vítima acima de tudo”…
Desejo sinceramente que a Rússia seja derrotada; mas temo que os vencedores saiam imaculados, limpos de qualquer mal, sem nunca termos percebido a verdadeira realidade dos factos.