A Visa anunciou o lançamento da Visa Threat Intelligence Platform (VTIP), uma nova solução destinada a ajudar as instituições financeiras portuguesas a identificar e responder mais rapidamente a ciberameaças e a reduzir o risco de fraude, utilizando as mesmas capacidades de cibersegurança que protegem a rede global da empresa.
A multinacional tecnológica Visa anunciou ontem, em Paris, o arranque das primeiras transações de "comércio agêntico" em ambiente real na Europa, permitindo que assistentes de Inteligência Artificial façam compras diretamente em plataformas digitais em nome dos utilizadores.
A Visa refere que esta colaboração faz parte da iniciativa Visa Intelligent Commerce, que pretende expandir os pagamentos seguros a novos ambientes digitais.
Visa anunciou que a sua equipa especializada em combate à fraude, Visa Scam Disruption (VSD), já identificou mais de 2,2 mil milhões de euros em tentativas de burla a nível global desde a sua criação, há pouco mais de dois anos.
"Através desta parceria, a Visa fornecerá a sua rede global, capacidades de autenticação e infraestrutura de segurança para suportar experiências de comércio automatizado, ajudando os consumidores e as empresas a interagir e a realizar transações com confiança", referiu a empresa de pagamentos.
A Visa lançou o Visa Agentic Ready na Europa, um programa global para preparar bancos e parceiros, como Millennium BCP, Santander e Revolut, para o comércio impulsionado por agentes de inteligência artificial. A iniciativa, apoiada pelo Visa Intelligent Commerce, cria um ambiente seguro para testar transações automatizadas, garantindo a segurança e o controlo do consumidor na era da IA.
Para os comerciantes, as vantagens são imediatas e mensuráveis. Dados europeus indicam que o Click to Pay pode aumentar as taxas de autorização de transações em cerca de 11% face aos métodos tradicionais, combatendo diretamente o abandono do carrinho de compras.
“Estamos altamente dependentes de soluções de [pagamento] internacionais”, disse Martina Weimert, diretora executiva da European Payments Initiative (EPI).
A análise anual da Visa prevê que, em 2026, mais de metade dos pagamentos mundiais serão eletrónicos. O surgimento do "agentic commerce" e a consolidação das stablecoins marcam uma transformação estrutural no setor.
A Visa anunciou na Web Summit um piloto inovador que permite que empresas e plataformas enviem pagamentos diretamente para as carteiras de stablecoins dos destinatários.
A equipa Visa Scam Disruption (VSD), que opera sob a alçada do Visa Payment Ecosystem Risk and Control (PERC), desmantelou mais de 25 mil redes fraudulentas, e assim protegeu consumidores e empresas de potenciais perdas financeiras.
O JE reuniu cinco especialistas de diferentes setores para darem a conhecer o impacto, as oportunidades e os desafios associados à inteligência artificial nas empresas.
De acordo com os analistas ouvidos pelo Jornal Económico (JE), as stablecoins podem ter o potencial não só de manter a vantagem competitiva das duas empresas, como eventualmente de reforçar a sua força no mercado.
Entidades que representam empresas como o Aldi, a Amazon, Carrefour, eBay, H&M e Ikea entregaram uma queixa na Comissão Europeia sobre a "opacidade e complexidade" das "taxas elevadas" cobradas pela Visa e Mastercard. Analistas consultados pelo JE referem que a queixa pode causar disrupção no modelo de negócio das duas empresas que dominam as redes de pagamento, enquanto outros afirmam que o apelo feito pelos retalhistas "não deve ter qualquer impacto, pelo menos para já".
As competições da UEFA reúnem milhares de adeptos e neste momento já é possível adquirir bilhetes online com a tecnologia Click to Pay, que previne situações de fraude. A final da Liga dos Campeões Feminina, que se realiza em Lisboa, já disponibiliza aquela opção.