Depois do embaraço do chumbo de Bruxelas ao apoio à queima de vinho do Douro, a fileira pode encontrar na escassez a resposta a uma situação de dificuldade que pode ser apenas adiada.
O ciclo de 2025 tem sido marcado por inconstâncias climáticas. Apesar de um início de ano com precipitação acima da média, o Douro sofreu um défice de chuva de 34% até julho e enfrentou quatro ondas de calor, incluindo uma em agosto que superou temperaturas de 40°C durante dez dias consecutivos. As propriedades da Symington noutras regiões também sentiram a falta de chuva, salienta a empresa em comunicado.
"Muitos viticultores deixaram as uvas por colher, ou por não conseguirem encontrar compradores ou pelo facto de o preço que lhes foi oferecido implicar um prejuízo demasiado avultado e não compensar o seu trabalho, após um ano de investimento nas vinhas", descreve a ANCEVE.
“A vindima de 2025 será, muito provavelmente, ainda mais dramática do que a do ano passado, tal como as notificações aos viticultores por parte de compradores tradicionais, anunciando que não lhes ficarão este ano com as uvas, antecipam desde já”, avançou a associação, em comunicado, lembrando que a vindima de 2024 foi “uma das mais dramáticas” de sempre em Portugal.
Considerando que este é, provavelmente, o último ano em que haverá destilação de crise, Gilberto Igrejas, que lidera o IVDP, lembrou que a medida tem um efeito diferenciador para o Douro.
Gilberto Igrejas, presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), revelou, este sábado, que o volume de negócios a nível nacional foi de 256 milhões de euros e está relacionado com o dinamismo do sector turístico e do canal Horeca.