A Europa não precisa de escolher entre proteger os cidadãos e deixar crescer as empresas. Aliás, o modelo social só será sustentável se a economia que o financia for competitiva.
Num momento em que as cidades europeias reforçam zonas de baixas emissões e restrições à circulação automóvel, importa colocar uma questão incómoda: serão as políticas ambientais mais restritivas também as mais eficazes? A economia ambiental responde: depende do seu desenho.
A Europa quer simultaneamente liderar a transição climática e reindustrializar a sua economia. Nem sempre, porém, estes dois objetivos caminham na mesma direção.
Num comunicado o Ministério do Ambiente e Energia destaca, na implementação da componente ambiental do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), o pagamento de 5,7 milhões de euros destinados à execução de projetos no domínio dos recursos hídricos, ou os 4,3 milhões no âmbito do aviso do PRR na área da bioeconomia sustentável.
Os analistas da DBRS escrevem, numa nota publicada esta segunda-feira, que assim como o BCE já sinalizou que pode vir a aplicar coimas aos bancos que não cumpram os critérios em torno dos riscos climáticos e ambientais, também os reguladores podem fazer mais exigências.
Será que Portugal não poderia ser um 'hub' de financiamento sustentável na Europa? Será que não conseguimos ter uma ambição maior do que apenas gerir os dinheiros do PRR?
A adoção, no setor público, de práticas sustentáveis, transparentes e inclusivas reveste-se de um enorme potencial, ao nível de ganhos climáticos significativos.
François-Pierre Puech, responsável pelos escritórios da Robert Walters em Portugal e no Brasil, analisa as tendências, competências e desafios da contratação em 2024.
Helena Azevedo: A presidente da Comissão Executiva do Sustentável 2030 diz que para se atingir a transição energética é preciso apostar no aumento da produção de energias renováveis, no transporte público e na ferrovia, e na descarbonização das frotas de autocarros.
Portugal vai investir mais de 3,1 mil milhões de euros, de financiamento europeu, na transição energética e climática, de acordo com o programa “Sustentável 2030”, hoje apresentado.
Os Estados-membros contribuirão para alcançar o objetivo global da UE, definindo trajetórias e contribuições nacionais indicativas para alcançar o objetivo nos seus planos nacionais integrados em matéria de energia e clima (PNEC).
O Portugal 2030 deverá, pois, centrar-se em três pilares estratégicos alicerçados num conjunto bem preciso de desafios: as pessoas, o território e as empresas.
Existe a necessidade de um investimento mais eficiente, complementar, entre o setor privado e público, que se materialize num crescimento sustentado. E que ao mesmo tempo seja capaz de responder à transição climática e tecnológica no longo prazo.
Onde não deveria ter havido pressa, na escolha e contratação dos projetos, houve. Onde deveria haver um bom ritmo, na execução e pagamento do já aprovado, não há: todos os meses o montante dos atrasados vai crescendo.
Neste Orçamento foram aprovadas 119 propostas, 66 delas – a maioria – de partidos de oposição. Factos que desmentem o populismo. Não existe rolo compressor, existe sim diálogo.