Através da sua rede social, a Truth Social, o líder norte-americano reiterou que estão em curso negociações entre os Estados Unidos e o Irão, uma alegação negada pela diplomacia de Teerão.
Trump, que passou o fim de semana em Camp David, salientou que o acordo inicial para pôr fim à guerra com o Irão prevê a isenção de portagens na importante via navegável durante dois meses.
“As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão, sob ordens do Comandante-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irão”, adianta a publicação.
A ameaça surge horas de ser noticiado que um helicóptero Apache dos EUA tinha sido abatido enquanto patrulhava o estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo próprio presidente dos EUA, que retaliou com novos ataques sobre solo iraniano às 17:00 de terça-feira em Washington.
A marcar o dia estão as mais recentes declarações de Donald Trump dirigidas ao Irão, com o presidente dos EUA a afirmar nas redes sociais que Teerão "vai pagar o preço" por ter demorado "muito tempo a negociar um acordo", numa altura em que as conversações estão num impasse.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, António Costa refere que falou hoje ao telefone com o príncipe herdeiro do Kuwait, Sabah Khalid Al Hamad Al-Sabah, a quem manifestou “a total solidariedade da Europa após os recentes ataques do Irão e dos seus grupos aliados [‘proxies’]”.
Num comunicado, o comando militar iraniano anunciou que as operações ofensivas ficam interrompidas, uma decisão que surge após uma escalada militar que ameaçou arrastar novamente o Médio Oriente para um conflito de larga escala.
Mais um dia em que as notícias sobre a guerra no Médio Oriente tendem a não coincidir. O Irão diz que suspendeu as negociações por causa dos ataques israelitas no Líbano, Donald Trump diz que as negociações prosseguem e que conseguiu um acordo entre o Hezbollah e Israel.
"A partir de agora, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irão enfrentarão sem dúvida problemas ao atravessar o estreito de Ormuz", declarou o porta-voz do Exército iraniano, general de brigada Mohammad Akraminia, numa entrevista à agência IRNA.
Naquilo que os analistas leem como a entrada numa fase de desespero, o presidente dos Estados Unidos, mais uma vez abandonado pela NATO, adverte para dura resposta ao bloqueio do estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos disse que mantém a ameaça de levar o inferno até ao Irão numa conferência de imprensa que serviu para voltar a contar a história do resgate de dois pilotos de avião que caíram no Irão.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram na quarta-feira a crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico.
O exército israelita afirma que, nos últimos dias, “o regime iraniano tinha começado a transferir os seus centros de comando para unidades móveis, depois de a maioria deles ter sido atacada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês”.
Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
As Forças Armadas americanas começaram a usar bases militares britânicas para conduzir “operações defensivas” contra Teerão, afirmou hoje o Ministério da Defesa britânico.
Hoje, pela agência de notícias Tasnin, as autoridades iranianas disseram que atacaram um petroleiro no Golfo Pérsico, no oitavo dia da guerra com Israel e os Estados Unidos.
O petróleo norte-americano subiu hoje 8% para 72,40 dólares por barril, enquanto o Brent, referência internacional, cresceu 8,8% para 79,30 dólares por barril.