Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos afirma que não devemos ficar contentes por termos 170 ensaios clínicos, quando somos capazes de captar o dobro ou o triplo.
Poucas indústrias podem beneficiar tanto, e desde já, da Inteligência Artificial como o sector farmacêutico. Redução de tempo de investigação e desenvolvimento; simulações mais alargadas, mas mais precisas; ganhos na produção e na gestão são benefícios que algumas empresas já estão a colher, revelam ao JE vários responsáveis de topo.
"Temos capital humano, temos bons investigadores mas falhamos na burocracia, na regulamentação. É preciso não esquecer que estamos a concorrer com outros países neste patamar", explicou Cláudia Ricardo no evento dedicado à tecnologia na indústria farmacêutica.
Farmacêutica britânica aponta, em conferência organizada pelo JE esta terça-feira, que vários países como Itália, Espanha e França já contam com um calendário de vacinação para adultos.
A ideia foi deixada por Cláudia Ricardo, diretora de Market Access & External Affairs da Roche, no Special Report subordinado ao tema da indústria farmacêutica que debateu a inovação e tecnologia no negócio deste sector. "A inovação está a acontecer a um ritmo nunca antes visto", referiu.
O diretor-geral da Bayer Portugal considera que a regulação é importante na Europa, mas é necessário apostar na inovação, naquele que é um passo que já está a ser dado nos EUA.
Um dia pós a primeira reunião com a ministra da Saúde, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos deixou ainda a advertência de que o programa do novo Governo está apenas centrado na despesa e não tem nada sobre a criação de riqueza.
O JE organiza esta terça-feira um pequeno-almoço executivo dedicado ao sector farmacêutico. Impactos da tecnologia e da inovação na estratégia e negócio das empresas serão tema forte do debate.