Na Suíça, a "DLT Act" abarca a totalidade dos produtos financeiros, o que está ainda muito de longe de vir a acontecer sequer a médio prazo na União Europeia.
O que vai ditar o que pertence à economia regulada, e o que não, é a lei que irá definir como vão ser tratadas as transacções e a identificação jurídica dos intervenientes.
A comunicação social e as redes sociais têm tido muita responsabilidade no crescimento dos investimentos em criptomoedas e outros criptoactivos, ajudando a construir a crença no Eldorado relâmpago dos criptobilionários.
Adiar a utilização da blockchain para gerir os activos financeiros mais importantes, aqueles que dão verdadeira vida às actividades económicas, é perder terreno em relação aos países que já resolveram o problema, como os EUA.
Num mundo cada vez mais interconectado, o nosso espaço geopolítico estará longe de ser uma ilha. Importa, por isso, olhar para os criptoactivos como sendo, também, extremamente eficazes no combate ao branqueamento de capitais.
Como a tentação de controlo pode ser enorme, é bom que a discussão pública seja suficientemente lúcida para que as decisões de bom senso sejam tomadas a tempo. Infelizmente, não é isso que está a acontecer.
Sonhar a automatização das relações entre entidades passou a estar na ordem do dia, sempre dentro do ordenamento contratual do Estado de direito. Logo, faz todo sentido pensar em que medida podemos dar valor legal à auto-execução ecossistémica.
São dois os principais benefícios das DAO. O primeiro, facilitar processos de decisão e sua execução. O segundo, facilitar a formação de formas de atuação coletiva através de entidades virtuais, completamente globais.
Nenhuma transação baseada em tecnologia pode ir contra a lei, porque vivemos, e queremos continuar a viver, num estado de Direito. Então como é que podemos garantir que uma DAO cumpre a lei no mundo da autonomia tecnológica professada pela blockchain?