Durante a votação realizada no tribunal de Sintra, apenas a sociedade de recuperação de créditos Camacho Nunes votou contra o plano, ao passo que o município de Mafra absteve-se.
O plano prevê também um “corte” de 76,2% da dívida detida pelos credores comuns (bancos e fornecedores), passando estes a receber apenas 23,8% do montante dos seus créditos, estimados em 34,7 milhões de euros. Na prática, deverão receber cerca de 8,2 milhões de euros, sofrendo perdas de 26,5 milhões de euros.
Com prejuízos de 11 milhões de euros em 2024, a dívida da Sicasal aos bancos BCP (7,5 milhões de euros), Caixa Geral de Depósitos (4,3 milhões), Novobanco (3,3 milhões), Abanca (2,7 milhões) e BEI (2,3 milhões, que são reclamados pelo BCP) é superior a 20 milhões de euros.
Em década e meia, o gigante de transformação de carne de porco passou de uma faturação de quase 100 milhões de euros para a insolvência. Com a quebra nas exportações e a forte concorrência, como a Nobre e a Izidoro, que investiram na imagem e na diversificação dos produtos, as latas de enchidos da Sicasal desapareceram das prateleiras dos supermercados.
A empresa reconheceu estar “em situação económica difícil, mas não em estado de insolvência inicial”, numa ata de uma reunião de outubro de 2025 do seu conselho de administração, em que foi decidido avançar para um Plano Especial de Revitalização (PER).
A Sicasal, empresa da indústria de carnes, foi declarada insolvente a pedido do Banco Comercial Português, um dos maiores credores, de acordo com o anúncio da declaração de insolvência do Tribunal da Comarca Lisboa Oeste publicado na quarta-feira.
A Galp protagonizou o grande negócio deste início do ano e caminha a passos largos para o estatuto de gigante ibérico. Na Saúde, continua o desastre corporizado na ministra. Conheça o rating da semana.