Na conferência anual da AIMMAP, frisou-se que o setor dá cartas, mas tem de crescer mais. O que falta? Políticas, mas também mais ambição dos empresários portugueses.
Sob o pretexto de proteção aos fabricantes de aço na Europa, a Comissão Europeia acaba por gerar danos totalmente desproporcionados às empresas do sector metalúrgico e metalomecânico... sendo este o mais relevante sector da indústria transformadora em toda a UE.
Donald Trump empenhou-se para que o negócio pudesse avançar, depois de a administração Biden ter mostrado pouco interesse na solução. A solução está naquilo que fica conhecido como a ‘ação de ouro’ – uma espécie de ‘golden chair’ com forte impacto na administração.
O presidente dos Estados Unidos expressou apoio à japonesa Nippon Steel na sua caminha já longa de aquisição da US Steel. Um dossiê que tem gerado fortes tensões políticas internas.
Tendo por base um inquérito realizado junto dos seus associados, a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) considera que os resultados obtidos são “um sinal de esperança para o ano de 2025, não só para o setor metalúrgico e metalomecânico, mas para a economia nacional que tanto depende deste setor.”
"Se [as tarifas] forem só sobre matérias-primas, não nos afeta em nada", resume Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), lembrando ainda que, dos 24 mil milhões de euros exportados pelo sector, apenas mil milhões eram destinados aos EUA.