O facto de Carlos Alexandre saber nada de saúde e o facto de ser um juiz – e não um investigador – resumem esta nomeação a um sintomático ato de relações públicas que pode dar certo ou terrivelmente errado.
Localização estratégica na região do Golfo e fácil acesso aos mercados do Médio Oriente, Ásia e África, em franco desenvolvimento, são determinantes para a missão.
A empresa realizou mais de 390 milhões de euros investimentos no setor da saúde e médico-social na Europa, estando presente nos mercados de França, Bélgica, Portugal, Itália e Alemanha.
A leitura óbvia é que a equipa de Luís Montenegro, ministros e conselheiros, subestimaram largamente a realidade do problema na Saúde e a sua capacidade ou ideias de como o resolver.
Segundo um relatório da OCDE, o tempo médio de espera para uma consulta com um especialista em Portugal é de 129 dias, comparando com a média da OCDE, de 46 dias. Já na Polónia e Alemanha, o tempo médio é de dois e cinco dias, respetivamente.
Sabemos que não há orçamentos ilimitados e que todas as decisões de investimento são feitas em detrimento de outras, pelo que é crucial saber onde alocar os recursos. Mais do que falar do futuro da Saúde, importa falar do seu presente.