Esta verba vai servir para requalificação de novas unidades de saúde e investimento na modernização tecnológica, disse o Ministério da Economia e Coesão Territorial.
Os seguros de saúde em Portugal continuam a crescer, com mais de 4 milhões de beneficiários em 2024, devido à incapacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em responder às necessidades da população, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), Paulo Gonçalves Marcos.
De acordo com a informação da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), dos 907 utentes que fizeram em 2024 tratamentos de hemodiálise, 9,0% realizaram-nos em hospitais públicos e 91,0% em unidades privadas e sociais, sendo que o SNS financiou 98,6% (263.126.604 euros).
De acordo com as escalas consultadas pela Lusa no sábado pelas 23:00, estão hoje novamente encerradas as urgências de ginecologia e obstetrícia dos hospitais de Almada, Setúbal, Caldas da Rainha, Aveiro e Vila Franca de Xira.
Convocada pelos Sindicatos dos Médicos da Zona Sul (SMZS), pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas do Sul para pedir melhores condições de trabalho e a contratação de mais profissionais, a greve foi um “sucesso”, disse à Lusa o porta-voz das estruturas sindicais André Gomes, após o início do turno da tarde, que começou às 16:00.
A informação foi confirmada pelo inspetor-geral à CNN Portugal, que noticiou o caso na quinta-feira à noite. Depois de a TVI/CNN ter contactado o hospital, o diretor de serviço apresentou a demissão.
Álvaro Almeida falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde foi ouvido a pedido da bancada da Iniciativa Liberal (IL) sobre a produção adicional do serviço de dermatologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, depois de ser conhecido que um médico recebeu centenas de milhar de euros por operar doentes aos sábados.
“A criação de urgências regionais não vai resolver o problema da distância e o problema das grávidas terem de continuar a correr tantos quilómetros. Antevemos que até seja uma tragédia anunciada, porque cada quilómetro a mais pode ser fatal”, disse a presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam), Joana Bordalo e Sá.
“Na Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria, do ponto de vista dos valores propostos para pagamento às equipas, nestes três anos e um trimestre, terá despendido cerca de 40 milhões de euros”, afirmou Carlos Carapeto aos deputados da Comissão de Saúde.
Serviço Nacional de Saúde terminou 2024 com um prejuízo de 1377,6 milhões de euros, o valor mais elevado dos últimos nove anos e que ultrapassou mesmo os níveis registados nos anos da pandemia Covid-19. Relatório do Conselho das Finanças Públicas assinala que o número de utentes no SNS diminuiu pela primeira vez desde 2016 e alerta que os tempos de triagem nas urgências e internamento pioraram, o que revela "uma tendência crescente de incapacidade de responder aos episódios nos prazos estipulados".
Esta quarta-feira, o Banco de Portugal faz um balanço dos Organismos de Investimento Coletivo em Ativos Financeiros (primeiro trimestre). No Parlamento, o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI 2024) é levado a apreciação.
No fim de semana está previsto o encerramento dos serviços de urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, do Hospital Vila Franca de Xira e do Hospital Santo André, em Leiria.
“O conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria, presidido por Ana Paula Martins - em funções entre 01 fevereiro de 2023 e 31 janeiro de 2024 -, não recebeu nenhum reporte, dos administradores hospitalares dos serviços ou diretores de serviços, que pudesse identificar desvios ou anomalias relacionadas com o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos em Cirurgia" (SIGIC), adiantou o ministério em resposta enviada à Lusa.
Os dados do Infarmed mostram ainda que, em meio hospitalar, a quota média de utilização de medicamentos biossimilares atingiu os 82% em 2024, o maior valor anual registado.
Relativamente à despesa em ambulatório, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou 1.683,8 milhões de euros a comparticipar os medicamentos que os utentes compram nas farmácias, um aumento de 5,6%, que decorre sobretudo do acréscimo de despesa com alguns medicamentos para a diabetes, que são comparticipados entre 90% e 100%.
Segundo o relatório de monitorização da despesa com medicamentos no âmbito hospitalar, divulgado pelo Infarmed, a integração do valor dos fármacos dispensados ou administrados (vacinas) nos centros de saúde deve-se à reforma das Unidades Locais de Saúde (ULS), que entrou em vigor no ano passado.
Segundo os dados, consultados pela agência Lusa às 11h20 de hoje, está previsto o encerramento, no sábado, das urgências de ginecologia e obstetrícia dos hospitais Garcia de Orta, Vila Franca de Xira e Santo André – Leiria. Os hospitais de Vila Franca de Xira e Beatriz Ângelo (Loures) assinalam ainda o encerramento do serviço de urgência pediátrica, situação que se repete no domingo.
Em comunicado, a Autoridade Nacional para o Medicamento e Produtos de Saúde informa que o medicamento em causa (Spravato) passa a ser financiado, para uso em meio hospitalar, em adultos “com Perturbação Depressiva Major resistente ao tratamento, que não responderam a pelo menos três tratamentos diferentes com antidepressivos”.
“Naquele documento não há, em nenhum momento, uma proposta dos peritos no sentido de se encerrar [serviços], nomeadamente duas Unidades que têm tido mais dificuldade em dar resposta”, disse Ana Paula Martins aos jornalistas, à margem do 1.º Congresso Ibérico de Medicina Paliativa, que decorre em Chaves.