Um exemplo: consumidores que aceitam um seguro de avarias para um televisor estão a pagar por uma proteção que a lei já lhes oferece. E quando tentam ativar o seguro, a realidade é bem diferente.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2024, 24,3% da população residente em Portugal tinha 65 ou mais anos, uma realidade que “pressiona de forma direta a organização das empresas”.
É tempo de fazer escolhas. Ou continuamos a gerir gerações como custos sociais, ou ousamos tratá-las como o que realmente são: ativos humanos essenciais à construção de um país mais justo.
Oferecer aos seniores novas oportunidades para uma vida profissional estimulante reforça o seu bem-estar psicológico e é a arma mais eficaz para combater os efeitos negativos do envelhecimento da população a nível económico e social.
Susana Rosa, diretora de Recursos Humanos d’ A Padaria Portuguesa, diz que esta campanha é mais do que uma ação de recrutamento: "É uma mensagem para o mercado de trabalho em Portugal, reforçando a necessidade de quebrar preconceitos e criar organizações mais humanas, inovadoras e preparadas para o futuro”. A empresa prevê abrir 40 lojas até 2028.
Os projetos selecionados vão receber em média 37 mil euros para estimular as respostas sociais em áreas prioritárias, como os serviços domiciliários, atividades artísticas e culturais, capacitação de cuidadores, literacia digital, entre outros.
Juntou-se a Sara do Ó na HUG, uma empresa de serviços de enquadramento e de apoio ao processo de envelhecimento com uma abordagem e oferta 360° alicerçada numa visão holística que incorpora as necessidades de cuidados em termos físicos, psicológicos e sociais para o bem-estar e a qualidade de vida dos seniores.