O custo de agir agora é conhecido e orçamentável. O custo de não agir só se torna visível depois do evento, e nessa altura já não há orçamento que o compense integralmente.
O primeiro-ministro anunciou este sábado aos cerca de 700 bombeiros reunidos em congresso em Alcobaça que vão passar a ter um comando operacional. Montenegro garantiu também que, “nos próximos dias”, estará disponível “o reforço orçamental que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil solicitou ao Governo, no valor de 27 milhões de euros.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressou ainda sentidas condolências à família da vítima mortal, uma cidadã britânica, e desejou rápida recuperação aos feridos.
Um morto, dois feridos graves e mais de 20 feridos ligeiros são o resultado de um vento extremo que atingiu a cidade de Albufeira esta manhã de sábado, 15, disse à Lusa a Proteção Civil.
“Entre as 00h00 e as 06h00 de hoje foram registadas 86 ocorrências, 68 das quais inundações de vias, garagens, caixas de elevador, mas sem causar vítimas nem desalojados”, adiantou à Lusa Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O Governo prevê apresentar, até ao final do ano, a revisão da lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), anunciou hoje o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
Antes de atirarmos dinheiro para cima dos problemas, talvez devêssemos apostar na gestão. No caso dos incêndios, em encontrar forma de resolver problemas que facilitem a prevenção e o combate.
O incêndio, que começou no dia 13, continua a ser a ocorrência mais significativa e que mobiliza mais operacionais e meios durante a tarde de hoje, regista a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Segundo o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, entre as 00:00 e as 17:00 registaram-se “63 ocorrências, 17 das quais durante o período noturno”, estando empenhados 2.210 operacionais, 713 veículos e 32 meios aéreos.
“De uma forma geral, apesar de a partir de 2017 haver essa valorização, há uma opção muito clara por princípios genéricos, e acabam por não se estabelecer compromissos claros de medidas objetivas, que sejam mensuráveis”, afirmou Duarte Caldeira, em declarações à Lusa.
Segundo Carlos Pereira, adjunto de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, das 69 ocorrências de incêndios rurais, 20 registaram-se “durante a noite, um número ainda significativo”.
Em declarações à imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide (Oeiras), o adjunto de operações nacional disse que hoje de madrugada houve o primeiro reforço de meios, passando do nível de prontidão normal para o ‘nível um’.
O presidente da ANEPC, José Manuel Moura, defendeu hoje que a decisão de comunicar com a população “foi tomada em tempo útil”, mas as falhas de energia registadas na segunda-feira também afetaram as três operadoras de comunicações, que tiveram “um problema técnico e não conseguiram difundir a informação a tempo”.
Durante a falha de energia que ocorreu esta segunda-feira registaram-se várias “quebras do SIRESP”, mas poderia haver “uma quebra total às 05h00 da manhã”, revelou Mário Silvestre, numa conferencia de imprensa realizada hoje, 48 horas após o início do apagão, para apresentar a resposta da proteção civil à interrupção da rede elétrica nacional.
Face ao elevado risco de subida dos caudais, a Proteção Civil aconselhou este domingo a retirar animais, equipamentos agrícolas, carros ou outros bens das zonas que tendencialmente inundam. Evitar passar em zonas alagadas - seja a pé ou com viaturas - é também outro dos conselhos dados.
“Esta proposta tem associada duas questões, uma formal e outra política. Do ponto de vista formal, esta alteração, que será muito significativa na organização dos meios desta área tão importante para o país quanto é a Proteção Civil, parece-me difícil e, sobretudo, desaconselhável”, afirmou Luísa Salgueiro à Lusa.
“Comemora-se hoje o Dia Internacional da Proteção Civil, data que deve continuar a ser o mote para uma reflexão contínua e estruturada sobre a importância crítica da formulação e implementação de políticas públicas de Proteção Civil”, lê-se numa nota publicada por Marcelo Rebelo de Sousa na página oficial da Presidência da República.
O presidente do Serviço Regional de Proteção civil, António Nunes, mostrou o seu desagrado com as críticas que foram feitas por um "conjunto de especialistas" relativamente aos incêndios de agosto, na Madeira.
A finalidade do exercício, indica a Proteção Civil, é “saber o que fazer antes, durante e depois de um sismo”, aprendendo “as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção a adotar”.