O custo de agir agora é conhecido e orçamentável. O custo de não agir só se torna visível depois do evento, e nessa altura já não há orçamento que o compense integralmente.
O termo de colaboração, que prevê uma maior proximidade entre a CVP e o Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), abrange as operações de socorro e transporte de vítimas (ações de evacuação de edifícios e na deslocação de pessoas e bens) e a emergência médica em cenários de acidente grave ou catástrofe no município.
“Para este ano, o que tentámos fazer foi incorporar não só as aprendizagens de 2025, mas também as de 2024, e garantir que temos maior capacidade de análise, de antecipação e, com base nisso também, criámos um conjunto de novas medidas que aumentam a nossa capacidade de extinção do incêndio, sobretudo na sua fase inicial”, disse o comandante nacional de emergência e proteção civil, em entrevista à agência Lusa.
“Basta percorrer o IC8 [itinerário que liga Pombal a Vila Velha de Ródão e atravessa Pedrógão Grande] para percebermos que estamos novamente naquela zona toda com potencial muito grande de ter novamente grandes incêndios”, disse o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, em entrevista à agência Lusa.
“O dispositivo de combate a incêndios no fundo tenta mitigar os impactos que temos no país, mas eu diria que o dispositivo está dimensionado àquilo que é a realidade e que é expectável que aconteça”, disse Mário Silvestre em entrevista à Lusa na véspera do Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) reforçar os meios de combate.
É um investimento a prazo, concentrado nos anos até ao final da legislatura, em 2029, mas com um horizonte de execução que vai até 2034, para o próximo governo. Mas prevê mecanismos de revisão periódica e reprogramação.
A linha da frente da resiliência começa em cada entidade gestora, cada município e cada empresa, com a antecipação do diagnóstico e a identificação das suas vulnerabilidades.
Num ponto de situação hoje divulgado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou em comunicado não específicou quais as ocorrências.
Contudo, a Proteção Civil alerta para os riscos do deslizamento de terras, que tem afastado bastantes populações, e que pode inclusive registar-se em terras que já tenham sofrido estes deslizamentos.
O que hoje sabemos, confirmado pelo acertado pedido de demissão da ministra da Administração Interna, é que o problema exige a mão (o pensamento, a ação) do primeiro-ministro, mas não para andar de cortejo em cortejo a dar o ombro às senhoras.
A regra é a resposta ser tardia e desarticulada, mais solidária do que institucional. Desenrascamos muito. A intervenção do primeiro-ministro, que deveria ser excecional, tornou-se obrigatória. E o pior é que não aprendemos de um episódio para o outro, repetimos tudo.
A pergunta a que temos de responder já não é se o sistema funciona quando tudo corre mal. É se estamos dispostos a organizá-lo para que não seja preciso tudo correr mal para funcionar.
Continuamos sem um plano nacional de prevenção estrutural, e sem um sistema de fiscalização eficaz que garanta que o que se projeta e constrói em Portugal resiste ao que inevitavelmente virá – um grande sismo.
Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o comandante Mário Silvestre disse que há um total de 1.272 pessoas retiradas de casa na sequência das condições atmosféricas adversas, segundo dados reportados até às 18:00.
“Este quadro meteorológico anuncia-nos chuva, por vezes forte no litoral Norte e Centro, até o início da tarde, vento moderado, mais forte na costa, junto à zona da costa e nas terras altas, com rajadas que poderão ir até aos 75 km/h, e também com agitação marítima forte”, avisou o comandante nacional da Proteção Civil.
A Inforce junta empresas, entidades públicas, forças de segurança, proteção civil e comunidade científica na Exponor em Matosinhos, de 12 a 14 deste mês.
Num aviso à população emitido hoje, o Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo antecipa a manutenção da subida dos caudais no rio Tejo e afluentes, associada às condições meteorológicas.
Depois do Joseph ter atingido o país, foi a vez da Kristin deixar a sua marca, tendo a rajada mais forte chegado aos 149 km/hora, segundo o IPMA. Os danos foram sentidos um pouco por todo o país, com a proteção civil a registar mais de quatro mil ocorrências.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) acrescentou que “a dinâmica das ocorrências foi muito significativa” nos distritos de Coimbra e Leiria, com constrangimentos devido a falhas nas comunicações, estradas cortadas e falta de eletricidade, que podem demorar a serem resolvidos.
Em declarações à agência Lusa pelas 06:20, Carlos Guerra aconselhou aos cidadãos para que, “neste tempo mais próximo, não saiam de casa, sobretudo na zona da cidade de Leiria”.
“Entre as 00:00 e as 07:45 de hoje foram registadas um total 490 ocorrências relacionadas com esta meteorologia adversa, sendo que a região Metropolitana do Porto foi a mais afetada e as ocorrências mais significativas estão relacionadas com quedas de árvores e inundações”, disse à agência Lusa Paulo Santos, da ANEPC, realçando não haver registo de vítimas ou danos de maior.