Boletim mensal da TTR Data sobre o mercado ibérico reporta uma queda de 62% do valor agregado das fusões, private equity, venture capital e aquisições de ativos em Portugal para 385 milhões de euros.
A CoRe Capital é uma das cinco capitais de risco do Programa Consolidar que pediu ao Banco de Fomento um aumento de subscrição (top up) de 50 milhões para 60 milhões no fundo Core Consolida e esse foi o pretexto para falar com Nuno Fernandes Thomaz, fundador, Sénior Partner e CEO da CoRe Capital.
O BPF recebeu pedidos formais de aumento de subscrição por parte de cinco Sociedades Gestoras, totalizando aproximadamente 96 milhões de euros, revela o banco promocional questionado pelo Jornal Económico.
O Programa Consolidar já chegou a 15 empresas, com 83,1 milhões de euros em investimento (dos quais 42,9 milhões são aportados pelo FdCR) e até ao final de junho de 2024 as SCR estimam chegar a 298 milhões. No Venture Capital já houve uma chamada de capital do Fundo gerido pela Oxy Capital no valor de 3,75 milhões, para apoiar um primeiro investimento a realizar no curto prazo.
A Core Capital está entre as sociedades de capital de risco, que, antes do fim de setembro já tinha conseguido levantar o investimento privado mínimo previsto, que neste caso era 23 milhões de euros, para poder receber os 50 milhões do Fundo de Capitalização e Resiliência (FdCR).
As entidades que asseguram a subscrição do fundo são a 3XP Global, ActiveCap, CoRe Capital, Crest Capital Partners, Fortitude Capital, Growth Partners Capital, HCapital Partners, Horizon Equity Partners Management, Inter-Risco, Oxy Capital e Touro Capital Partners.
A grande maioria dos fundos de private equity conseguiram dentro do prazo levantar o capital privado mínimo para se manterem no programa do Banco Português de Fomento.
O Banco Português de Fomento proibiu as 14 sociedades de capital de risco selecionadas para investir em PME de comprarem participações nas empresas. Draycott, de João Coelho Borges, considera que programa deixou de ser eficaz.
"O peso dos buyouts em Portugal fica abaixo dos 20% nos investimentos das sociedades gestoras, o que é significativamente inferior à média europeia, que oscila entre os 60% e os 75%”, revela Luís Santos Carvalho que se reúne amanhã com o Ministro da Economia e do Mar.
Depois de ter sido a primeira sociedade de capital de risco a fazer chegar o Programa Consolidar à economia portuguesa, e de ter investido 6,4 milhões de euros na CampI&D, a Growth Partners Capital prevê a concretizar um montante adicional de 10 milhões de euros até ao final do primeiro semestre deste ano.