Os dados do Eurostat revelam que a União Europeia registou um aumento de 0,2% face a maio na produção industrial, enquanto na zona euro o indicar manteve-se estável em junho.
A produção industrial da China cresceu 5,3%, em termos homólogos, em junho, uma aceleração de 0,8 pontos percentuais face ao mês anterior e acima das previsões dos analistas, que apontavam para uma subida em torno de 4,6%, segundo dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE).
"Esta evolução foi sobretudo impulsionada pelo agrupamento Energia, cujo contributo para a variação total do índice aumentou para 3,0 p.p. (2,7 p.p. no mês anterior), refletindo uma variação homóloga de 19,5%, face a 17,2% em abril. O comportamento deste agrupamento deveu-se essencialmente à subida dos preços dos produtos petrolíferos", explica o INE.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a aceleração de uma taxa de variação homóloga nula em março para 3,8% em abril “foi sobretudo explicada pelo agrupamento ‘energia’”, que contribuiu com 2,7 pontos percentuais para a variação total do índice (-0,1 pontos percentuais no mês anterior), em resultado de um aumento homólogo de 17,2% (redução de 0,6% em março).
"Esta evolução foi sobretudo explicada pelos preços da Energia, sem a qual o índice de preços na produção industrial apresentou um crescimento residual de 0,1% (-0,2% em fevereiro)", refere o INE.
A quebra da produção industrial no último mês do ano passado "é enganadora", afirma o banco francês, que já vê "o início de um novo ciclo industrial" mais virado para o mercado doméstico.
"A indústria transformadora deverá crescer 5,4% entre 2025 e 2026, com um dinamismo particularmente acentuado nos setores de minerais não metálicos, com 7,0%, metalurgia de base, com 6,8%, bebidas, com 6,2%, mobiliário e colchões, com 5,5% e indústria alimentar com 5%, sugerindo uma trajetória de recuperação e expansão industrial centrada em ramos de elevado peso económico e de base produtiva consolidada", lê-se no relatório de previsões do Governo.
Os bens intermédios, bens de consumo e de energia foram os que mais contribuíram para este decréscimo, com contribuições de menos 1,5 pontos percentuais (p.p.), -1,1 p.p. e -0,5 p.p., respetivamente.
De acordo com o INE, a contração dos preços na produção industrial em julho foi determinada pelos “bens intermédios” (contributo de -1,4 pontos percentuais, contra -1,2 pontos percentuais em junho), “bens de consumo não duradouro” e “energia” (contributo de -1,3 pontos em ambos os casos, que compara com -1,2 e -0,9 pontos percentuais em junho, respetivamente).
De acordo com dados preliminares da agência federal de estatística alemã (Destatis) hoje divulgados, a produção da indústria alemã em junho caiu 3,6% face ao mesmo mês de 2024 e 1,9% face a maio.
Os EUA divulgam dados sobre a produção Industrial, isto num momento no qual o setor está a atravessar um período de incerteza, especialmente no país, devido às tarifas comerciais impostas pela administração de Donald Trump, com a possibilidade de novas tarifas a serem implementadas nas próximas semanas.
Tem início a earnings season dos principais bancos dos EUA, no que respeita ao segundo trimestre. Os mercados esperam desempenhos médios, pelo que o efeito nas bolsas deve ser inferior ao habitual.
Na Zona Euro o preço dos bens intermediários em maio desceu 0,1% e o dos preços da energia baixou 2,1%. Já os bens de consumo duráveis cresceram 0,3% e os não duráveis aumentaram 0,2%.