A reprivatização parcial da TAP acaba de entrar na reta final. O momento geopolítico conturbado poderia ter feito borregar as negociações, mas o ministro Pinto Luz mostrou mão firme.
Antram sai satisfeita da reunião com o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, e pede agora medidas extraordinárias para travar o aumento do preço dos combustíveis e da concorrência vinda de Espanha, à semelhança do que aconteceu depois do início da guerra na Ucrânia.
A ANTRAM esteve hoje reunida com o ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, na sequência de um pedido que tinha endereçado ao Governo para discutir a conjuntura dada a guerra na região do Médio Oriente.
Pode o ministro Pinto Luz e o Governo resolver num ano dez anos de paragem cardíaca do setor? No reino do delírio partidário e jornalístico, sim; na novela da vida real, não. Vai ser preciso esperar e ir corrigindo.
Nenhuma medida pública é isenta de críticas e há legítimas dúvidas a colocar sobre a sua execução, o grau de fiscalização e os efeitos colaterais no mercado. Mas o papel de um bom ministro não é apenas desenhar boas políticas: é garantir que funcionam na prática.
Os objetivos de Pinto Luz são ambiciosos e importantes: aeroporto, ponte, mais habitação. Tanta determinação contraria os ancestrais hábitos de inação pública. Mas a defesa do interesse público não é o mesmo que ranger os dentes.
Em resposta a André Ventura, líder do Chega, o governante deu a garantia perante os deputados que o Governo vai exigir à Vinci que "muito mais cedo do que mais tarde possa apresentar projetos" e que o prazo estabelecido de cinco anos não é aceitável.