Mais cauteloso nas palavras escolhidas que o Para Francisco, Leão XIV dá indicações de que o conflito no Médio Oriente continua no topo da agenda do Vaticano.
Os cardeais reunidos no Conclave escolheram o novo Papa na tarde desta quinta-feira. O vencedor da votação não é conhecido de imediato, mas deverá, ainda hoje, acenar aos fiéis a partir da Capela Sistina.
O Conclave começou ontem, com a entrada dos cardeais na Capela Sistina, em isolamento total. Participam 133 cardeais eleitores e terá de haver uma maioria de dois terços para eleger o novo Papa.
Embora gere receitas através do turismo, doações e investimentos, a Santa Sé opera com défice orçamental e o seu fundo de pensões enfrenta uma deficiência estrutural.
O português Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Educação e Cultura, é o único que aparece na lista da oddschecker.com, ocupando o 25.º lugar. Português está longe de ser o favorito a suceder a Francisco.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, analisamos o legado do Papa Francisco e a polémica em torno das comemorações do 25 de Abril.
O chefe de Estado discursava na sessão solene comemorativa do 51.º aniversário do 25 de Abril de 1974, na Assembleia da República, em dia de luto nacional pela morte do Papa Francisco.
O voto foi apresentado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, tendo a escutá-lo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, membros do Governo, bem como outros titulares de órgãos de soberania e responsáveis institucionais também presentes no parlamento.
Não são poucas as vozes, vindas dos mais diversos quadrantes, que consideram ter sido o Papa Francisco a grande (e praticamente única) referência ética e autoridade moral nos dias de hoje.
A eleição de Donald Trump já provocara fissuras nas políticas de ESG. Fundos e empresas globais estão a rasgar os compromissos com o ambiente e a promoção de igualdade entre as pessoas. Até o FMI é acusado pela Casa Branca de ter objetivos ideológicos. O Papa Francisco defendeu sempre esta agenda, com a sua morte o mundo perdeu um forte aliado.
Numa semana definitivamente marcada pela morte do Papa Francisco, há que perceber as diferenças, as reservas e as dissidências entre aqueles que agora surgem como seus apoiantes de primeira água. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A morte de Bergoglio é uma bifurcação civilizacional: este luto exige ação. O que compramos e escolhemos, quem elegemos e endeusamos definirá o que somos e o mundo que vamos ter.
O Papa é uma referência, por natureza, mas Francisco tornou-se mais do que isso, transcendeu as religiões e procurou chegar às pessoas, aos cidadãos anónimos, independentemente das crenças.
O Papa Francisco desafiou o dogma do mercado, defendeu os pobres e propôs uma nova ética para o capitalismo. Agora, o que fará o mundo com o seu legado?
Esta linha seguida pelo executivo português foi assumida por Luís Montenegro em declarações à porta da Nunciatura Apostólica da Santa Sé, em Lisboa, onde assinou o livro de condolências pela morte do Papa.
Ao contrário do que Francisco deixou como sua vontade, as suas cerimónias fúnebres serão tradicionais e o seu corpo não irá para onde determinou. Dezenas de chefes de Estado estarão presentes.
Numa nota de pesar emitida hoje, o secretário executivo da organização, Zacarias da Costa, exprimiu "profunda consternação" com a "infausta notícia do falecimento de Sua Santidade", na segunda-feira, e realçou o facto de o Papa Francisco ter sido "um exemplo de humildade e compaixão, com simplicidade, sabedoria e preocupação com os mais pobres e necessitados".
O Presidente do Brasil lamentou esta segunda-feira a morte do Papa Francisco e destacou que o líder da Igreja Católica procurou de forma incansável levar o amor onde existia o ódio.
“Durante o período de luto nacional, a bandeira nacional e o pavilhão presidencial devem ser içados a meia haste, em todo território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique”, declarou Salimo Valá, numa conferência de imprensa, após a sessão semanal do Conselho de Ministros, em Maputo.
O Governo são-tomense manifestou “profunda consternação ao Vaticano, à Igreja Católica e aos fiéis são-tomenses e de todo o mundo”, lembrando o legado de solidariedade, humildade, justiça, bondade e coragem do líder da Igreja Católica.