Os ataques de André Ventura, embora nem todos, são agora um pouco mais calibrados e têm uma via de fuga argumentativa que lhe permite insinuar o que, com tantos votos e ambição, agora já não pode dizer.
Chegamos à segunda década do século XXI com margem para a afirmação dos partidos de direita populista e oportunista, que espreitam o momento para ganhar espaço. O Parlamento Europeu poderá mudar radicalmente a sua feição neste verão.
A análise e respetivo comentário que interessa aos portugueses é que Portugal resultará da aplicação dos programas de cada um dos partidos? E aqui a discussão centra-se necessariamente nas ideias e na sua execução, e não no maior ou menor carisma dos candidatos.
Os líderes políticos em Portugal são, muitas vezes, situacionistas, os princípios dobram-se, esticam-se e encolhem-se de acordo com o que for mais popular e útil no momento.
A decisão do governo italiano de aplicar um imposto especial sobre os lucros dos bancos é um sinal de que o aproveitamento do setor na aplicação das taxas de juro aos clientes foi demasiadamente evidente.