Olga Roriz tem um ritual. A cada década que passa, parte à descoberta daquilo que o tempo lhe trouxe, a vida lhe deu e tirou. Olha para dentro de si e não condescende. Expurga a dor, o riso, as memórias, o corpo.
70 anos de vida, 50 de carreira, 30 da companhia de dança em nome próprio. Olga Roriz, coreógrafa, bailarina, mulher vulcão que faz da ‘lava interior’ a sua matéria-prima, deixa-nos entrever o seu novo solo.
A organização não busca "relâmpagos", como se propõe fazer um dos espetáculos do Festival Abril Dança Coimbra, mas quer mostrar as faíscas de criatividade que resultaram das residências artísticas realizadas. E criações pertinentes, do cinema à dança, claro.