Em causa está o corte da totalidade dos vencimentos de alguns dos militares suspensos no caso do NRP Mondego - que as associações denunciam como totalmente ilegal.
O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), Nunes da Fonseca, rejeitou hoje uma “relação direta” entre as condições do navio Mondego e a missão não cumprida nas ilhas Selvagens devido à inoperacionalidade da embarcação.
Este foi o navio em que 13 militares se recusaram embarcar, a 11 de março, alegando falta de segurança. Em causa estava uma missão de acompanhamento de um navio russo que se encontrava no Porto Santo.
“A Marinha refuta cabalmente que tenha apagado qualquer prova”, lê-se num comunicado divulgado pelo ramo. No texto é referido que “a inspeção realizada confirma as avarias em questão que, contudo, não eram impeditivas do cumprimento da missão em segurança”.
Paulo Graça referiu que os 13 militares não foram constituídos arguidos, nem foi estabelecido um novo prazo para audição, reiterando que o "Ministério Público está a analisar a situação e ordenou que a diligência fosse dada sem efeito”.
Os 13 militares que se recusaram a embarcar no navio Mondego, alegando falta de segurança, estão hoje a ser ouvidos pela PJM, em Lisboa, no âmbito de inquérito criminal após participação feita pela Marinha.
"Eu não disse que não perdoava, eu disse que não esquecia e que este ato vai ficar registado na nossa história. Porque um ato de insubordinação nas forças armadas é um ato com uma gravidade muito grande", disse o Almirante Gouveia e Melo depois de se ter reunido com os militares.