De acordo com o Global Digital Nomad Report 2024, a boa conectividade, o custo de vida acessível e um quadro legal favorável têm reforçado a posição do país como uma escolha atrativa para este novo modelo de vida.
Consultora coloca Portugal na sétima posição do ranking global dos destinos mais procurados por nómadas digitais, com o nosso país a ocupar o terceiro lugar no que diz respeito aos benefícios do visto e a nona posição na qualidade de vida.
Aumento do preço das casas e fim de programas como os Vistos Gold e dos RNH estão a provocar uma quebra na chegada de nómadas digitais a Lisboa. O número de visitantes na capital atingiu o pico em outubro de 2021, com uma estimativa de 20,8 mil pessoas a chegarem por mês. Em maio deste ano, o número era de três mil, uma descida de 86%.
De acordo com o guia online gratuito VisaGuide.World, Portugal ocupa o sexto lugar do top 10 de melhores países para os nómadas digitais. O top é liderado pela Espanha e Andorra ocupa o décimo lugar.
A lei que criou vistos para nómadas digitais em Portugal entrou em vigor a 30 de outubro do ano passado. O diploma, que criou a possibilidade de um profissional de outro país trabalhar remotamente em Portugal durante um ano, alterou a chamada Lei dos Estrangeiros.
Depois da Bulgária e da Sérvia, a consultora escolheu Portugal e o Porto como destino de um investimento a rondar os quatro milhões de euros, aumentando a sua presença
A empresa dedicada a freelancers e nómadas digitais abre base oficial no Barreiro. Até 2024 espera ter 12 mil freelancers registados em Portugal e um retorno de 15 milhões de euros.
As férias servem para abrir espaço entre nós e as exigências do real. Nesse intervalo pensamos na vida, propiciam-se balanços suaves, que se fazem sentindo e não por cálculo.
De acordo com a nossa experiência regional, estes profissionais continuarão a ter um impacto muito positivo na economia local, elevando a faturação dos negócios locais.
Os portugueses dividem-se entre os que apoiam a liberalização que os nómadas digitais representam e os que se opõem à ameaça económica e cultural que eles apresentam. Mas existem medidas intermédias possíveis.
Os vistos D7 e os nómadas digitais escolheram Portugal como o país para assentar. Os norte-americanos, britânicos e brasileiros foram os que mais pediram vistos de residência entre 2018 e 2023.
Importa dar confiança aos cidadãos para rendibilizarem, de uma forma socialmente valiosa, a sua propriedade. Importa estimular comportamentos pela positiva.
Não precisamos de mais palavreado sobre nómadas digitais e quejandos. Precisamos, isso sim, de jovens que queiram trabalhar e estabelecer família em Portugal.
Atualmente, a maior parte da inovação ocorre de forma colaborativa e a mobilidade global das pessoas tem sido um fator importante no aumento do número de polos criativos.