A política externa chinesa combina o multilateralismo com a ação bilateral, especialmente em África, onde se concentra uma parte significativa dos seus interesses económicos e de segurança.
A ligação entre os dois lados do Atlântico assenta na história, mas também nas ideias, e tudo tem de ser repensado quando estas deixam de ser partilhadas.
No discurso de abertura da COP30, o anfitrião, Inácio Lula da Silva, afirmou que "na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo”.
O presidente chinês, Xi Jinping, encontrou-se com Delfina Levi e assegurou o desenvolvimento integrado e coordenado nos setores da energia, recursos minerais e construção de infraestruturas.
O regresso de Donald Trump à Casa Branca, a sua postura de bully, a guerra comercial que desencadeou e as posições que adotou face às organizações internacionais aceleraram o declínio do multilateralismo, mas já era um caminho que estava a ser feito.
"É o melhor documento da história? Não. É o melhor documento possível neste momento, sim", disse o subsecretário-geral da ONU Marcos Neto, em entrevista à Lusa, a partir da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.
A globalização do século XXI não deve repetir erros do passado, mas construir um sistema mais inclusivo, que reconheça as diversidades regionais e os interesses mútuos.
Fórum internacional saiu pela primeira vez das fronteiras da China e esteve na capital espanhola numa perspetiva de crescimento dos entendimentos multilaterais com a Europa.
Mais do que nunca é necessário um novo roteiro de cooperação na relação China-Europa para vencer as distâncias políticas, apoiar o multilateralismo e avançar na reforma da governança global.
Chegamos à segunda década do século XXI com margem para a afirmação dos partidos de direita populista e oportunista, que espreitam o momento para ganhar espaço. O Parlamento Europeu poderá mudar radicalmente a sua feição neste verão.
A 10 de dezembro, o Dia dos Direitos Humanos, assinala-se o aniversário da adoção da Declaração Universal dos Direitos do Homem em 1948. Nunca é demais relembrar a sua importância.
Com esta escolha, o Vaticano não só reitera a universalidade da Igreja, como dá um passo à frente, indo para além dos espaços tocados e em tempos moldados pelo colonialismo ou imperialismo europeus.
A Organização de Cooperação de Xangai está a assumir uma importância cada vez mais determinante. Membros, observadores e parceiros estratégicos agregam uma enorme extensão do planeta.
A Europa tem de encontrar uma forma de descodificar e conhecer melhor a China, tão bem como os dirigentes chineses já conhecem a Europa. Precisa de encontrar um caminho que defenda os seus interesses e que se torne proativo em relação a este parceiro económico.
Chegar a um acordo sobre o Alto Mar em tempos de aumento de confrontação em termos internacionais, seja militar, seja comunicacional, demonstra que há um espaço para tratar do essencial, quando existe essa vontade.