A atualização foi divulgada esta terça-feira, com a rede de postos de carregamento de veículos elétricos a reportar 258 mil novos utilizadores distintos, através de cartão ou app.
Governo prepara alterações, mas o presidente da entidade gestora defende o modelo tipo ‘Multibanco’, que conta com mais de 100 empresas, argumentando que os carros elétricos continuam a crescer muito no país à boleia da Mobi.e, incluindo a Tesla que não está integrada na rede.
Este acordo vai permitir a criação de um observatório que permita “a partilha de informação estatística, não confidencial, fornecendo a MOBI.E dados sobre a infraestrutura de carregamento pública de veículos elétricos e a ACAP informações sobre matrículas, registos e parques automóveis”.
Detida pelos novos donos da Cimpor, os taiwaneses da TCC, a Atlante entrou em Portugal há pouco mais de um ano e já tem mais de 400 postos. "Dinheiro não é limite para a nossa ambição", diz responsável ibérico.
O presidente da Mobi.E revela que está a explorar a entrada em novos mercados na América Latina, como o Brasil, Chile ou México. Defende mudanças nas regras para fomentar os carregamentos curtos e evitar plantões prolongados, adiantando que tem tentado “sensibilizar” o regulador para esta questão, mas sem sucesso. Até 2025, o objetivo é ter 15 mil pontos de carregamento em todo o país.
"Os serviços contratados pela empresa colombiana incluem, nesta primeira fase, a assessoria e consultoria especializada em mobilidade elétrica e a avaliação de oportunidades de negócio em torno da interoperabilidade e universalidade das redes de carregamento para veículos elétricos", informou a MOBI.E.
O país precisa de um investimento de cerca de 15.000 milhões de euros em 76.000 novos pontos de carregamento de veículos elétricos, para atingir as metas até 2050, segundo um estudo da Mobi.E, hoje apresentado.
"O contínuo crescimento da rede é um dos principais fatores que contribui para estes números, uma vez que tem acompanhado o incremento do parque de viaturas elétricas", vincou a Mobi.E. De janeiro a setembro utilizaram a rede nacional de carregamento mais de 142 mil condutores.
Registou-se uma subida de 64% ao nível da quantidade de carregamentos, face ao observado no ano passado. Na energia consumida, o aumento foi próximo de 90%.
Este é o sexto PCUR integrado no Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado pelo Governo, cofinanciado pelo Fundo Ambiental, que visa instalar um conjunto de 12 infraestruturas semelhantes e de 9 hubs (constituídos por 9 postos de carregamento de várias potências), num investimento global superior a 3 milhões de euros.
A Hubject está presente em 50 países. Os clientes da plataforma passam a poder carregar os seus veículos elétricos em Portugal bastando para isso usar os cartões dos seus países de origem.
A obrigatoriedade de ligação à rede pública pode constituir um obstáculo ao aumento do número de pontos de carregamento por parte de operadores que têm interesse em instalar as suas redes privadas.