De acordo com um documento informativo enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), podem adquirir ações os trabalhadores atualmente ao serviço da Medway e que tenham vínculo laboral com a empresa há mais de três anos.
A antiga CPCarga continua a ganhar mercado em Espanha. É, desde domingo, operador no corredor Valência-Madrid, uma “autopista ferroviária” que poderia estender-se a Portugal. Mas para isso é preciso anular as distorções face ao transporte terrestre.
Os trabalhadores da Medway, operador logístico de transporte de mercadorias, preparam novas formas de luta, a avançar antes do verão, face à ausência de respostas da empresa, pedindo ainda a reabertura da negociação.
Esclarece em comunicado que “com a venda destas participações sociais, fica concluído o processo de alienação da Medway, habilitando a participação da empresa numa iniciativa ibérica de transporte ferroviário de mercadorias, cujo adiamento traria prejuízos ao país”.
A proposta do grupo MSC bateu, na última fase do processo de escolha, a Maersk e a CMA CGM. O JE já tinha avançado em fevereiro que a Medway estava na "shortlist", mas a escolha confirma-se agora. Conselho de Ministros espanhol terá de aprovar a decisão.
A Stadler, a Medway e a Alpha Trains em parceria com a Critical Software e a Thales, vão desenvolver o seu próprio equipamento de bordo de sinalização ferroviária para o mercado português, anunciam as empresas em comunicado ao mesmo tempo que acrescentam que este acordo alavanca a autonomia estratégica de Portugal neste setor.
Para as signatárias, “o transporte ferroviário de mercadorias deve ser considerado como a espinha dorsal da logística europeia, tanto por razões ambientais, como de poupança de energia”.